|
|
|
Humor Nordestino
|
Cordeiro de Farias, Zé Abílio e o segurança |
| Don Camilo |
 |
|
É reconhecimento sem divergências: o General Oswaldo Cordeiro de Farias fez escola na vida militar, política e administrativa do País. Pela sua reconhecida competência foi Governador de Pernambuco, Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e Ministro de Estado. Em 1954, é lançado candidato ao Governo do Estado de Pernambuco, pela legenda do Partido Social Democrático - PSD, àquela altura chefiado por Etelvino Lins, enfrentando o candidato da UDN, João Cleofas de Oliveira. Preocupado com a campanha, que se prenunciava violenta, o General Cordeiro de Farias procura o Coronel Zé Abílio, chefe político de Papacaça, hoje Bom Conselho, e um dos quatro coronéis do Estado (os outros eram Chico Heráclito, Veremundo Soares e Chico Romão) a quem pede "alguém disposto", para exercer a função de segurança durante a pugna eleitoral. No dia acertado, Zé Abílio leva o caboclo à presença de Cordeiro Farias, na sede do PSD. Não gostando do visual do sertanejo - pálido, baixo e caolho - o General exige, de logo, provas de valentia do guarda-costas. Rápido, Zé Abílio abre a camisa do moço, mostrando o tórax furado por balas e peixeira. Pragmático, Cordeiro de Farias observa: "Este não serve. Eu quero o que fez isso nele".
|
 |
 |
|
|