WASHINGTON - Enquanto isso, a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, no sábado, de rejeitar recurso do nanico Ralph Nader para ter seu nome incluído na lista dos candidates presidenciais na Pensilvânia ajudou a consolidar o favoritismo do oposicionista John Kerry no Estado. Também reforçou, entre analistas e operadores do Partido Democrata, a percepção de que, desta vez, a presença do criador do movimento de defesa do consumidor na briga pela Casa Branca não terá o maior impacto.
Nader, de 70 anos, é acusado pelos democratas, de quem foi simpatizante e aliado durante décadas, de ter ajudado a eleger George W. Bush em 2000, tirando do então vice-presidente Albert Gore mais votos do que a diferença pela qual ele perdeu na Flórida e em New Hampshire. Na Flórida, por exemplo, onde Bush ganhou de Gore, na Justiça, por 537 votos, Nader obteve mais de 97 mil.
Os votos de qualquer um dos dois Estados no Colégio Eleitoral presidencial, dados ao ganhador da votação popular, teriam garantido a presidência aGore, que bateu Bush na eleição popular nacional por mais de 500 mil votos.
O veredicto do tribunal máximo dos EUA antecipou o fracasso do recurso que Nader deve apresentar para tentar reverter outra derrota judicial que ele sofreu na sexta-feira: a Suprema Corte de Ohio recusou seu registro de candidato no Estado, por falta do número suficiente de assinaturas legítimas - o mesmo problema que ele teve na Pensilvânia. A exclusão de Nader da disputa em Ohio aumentou as chances de Kerry no Estado onde, segundo o consenso dos analistas, Bush não pode perder.
Nader competirá em 34 Estados. Em tese, pode causar estragos a Kerry em meia dúzia onde, a exemplo de Ohio, está estatisticamente emparelhado com Bush: Flórida, Iowa, Wisconsin, Novo México, Minnesota, Maine e New Hampshire.
Enquanto isso, o presidente George W. Bush afirmou em entrevista ao canal Fox News que irá ao ar hoje que os terroristas avaliam a possibilidade de perturbar as eleições de 2 de novembro, mas que não há evidências de algum plano específico. No caso do democrata Kerry, os jornais americanos apóiam cada vez mais o senador.
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