BAGDÁ- No mais letal ataque da insurgência contra a ocupação americana, 49 soldados iraquianos desarmados foram massacrados - a maioria com tiros na cabeça após serem rendidos. A ação, reivindicada pelo terrorista jordaniano Abu Musab al Zarqawi, reforçou a suspeita de que os serviços de segurança do país estejam infiltrados. Em outra ação de impacto, Edward Seitz tornou-se o primeiro diplomata norte-americano morto no Iraque, ao ser atacado por rebeldes ontem de manhã.
Os soldados iraquianos voltavam para casa em três microônibus depois de um curso de treinamento no campo militar Kirkush, no nordeste de Bagdá, informou o Ministério do Interior. O comboio foi parado por insurgentes perto da fronteira com o Irã, a cerca de 160 quilômetros a leste de Bagdá. Há relatos de que eles estavam vestidos com uniformes militares iraquianos.
O Ministério do Interior disse que os corpos foram encontrados ontem no chão, com as mãos nas costas e tiros na cabeça. Outros 12 corpos estavam num ônibus carbonizado. Segundo testemunhas, rebeldes lançaram granadas-foguete em um dos microônibus.
"Depois da inspeção, descobrimos que eles foram baleados depois de serem obrigados a deitar no chão", disse o general Walid al Azzawi, comandante da região onde ocorreu o massacre. Segundo ele, os corpos estavam enfileirados em quatro fileiras, com cerca de 12 corpos em cada um.
Um funcionário do governo iraquiano disse que a maioria dos soldados mortos era de famílias pobres das cidades predominantemente xiitas de Basra, Amara e Nassiriah, no sul do Iraque. O grupo de Zarqawi, que agora se intitula Al Qaeda no Iraque, assumiu a autoria da ação, segundo nota num site islâmico. "Deus permitiu aos guerreiros islâmicos matá-los todos e tomar dois carros e os salários que eles haviam acabado de receber de seus senhores", diz a nota.
Policiais e soldados iraquianos têm sido cada vez mais um alvo dos insurgentes, na maioria das vezes em ataques com carros-bomba e morteiros. Mas o fato de insurgentes terem sido capazes de matar tantos soldados durante uma operação sofisticada numa região remota sugere que os guerrilhas obtiveram a informação sobre o comboio com antecedência.
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