SÃO PAULO - A divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, na quinta-feira é o evento mais aguardado pelo mercado financeiro nesta semana, a que fecha o mês. O interesse dos investidores pela ata ficou aguçado pelo reajuste de 0,50 ponto porcentual, o dobro da expectativa geral do mercado em relação ao comitê, que puxou a taxa básica de juros para 16,75% ao ano.
Os investidores esperam que o Copom deixe mais claro na ata se mudou, na política de aperto gradual da política monetária acenada pelo BC, o tamanho do ajuste mensal no juro básico, diz Rodrigo Boulos, tesoureiro do Banco Santos. A expectativa do mercado é de que os diretores do BC apontem ainda o petróleo como o principal fator de risco para a inflação no próximo ano.
A referência ao petróleo atrai especial interesse do mercado financeiro porque a cotação internacional do barril não perdeu o ímpeto de alta. O do tipo Brent, também para o mês, esteve valendo US$ 51,22 no mercado de Londres.
A idéia é de que, se o preço do barril for considerado o fator de risco e o petróleo persistir em alta, estaria aí uma boa pista para apostar em novas elevações da taxa básica de juro nas duas próximas reuniões do Copom.
Apesar da tendência ascendente do preço do petróleo, Boulos acredita que a cotação do dólar deve continuar oscilando em um intervalo entre R$ 2,83 e R$ 2,88, com a perspectiva reforçada de que fique abaixo de R$ 2,85. O mercado de ações também tende a continuar reagindo negativamente à alta do barril, refletindo principalmente o comportamento das bolsas americanas.
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