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Atualizado em 10|10|2004 
Saúde | Dor de cabeça
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Saúde
Dor de cabeça
Apesar de comum, o mal é de difícil diagnóstico e casos graves podem desencadear problemas mais sérios
Quem nunca foi vítima de uma dor de cabeça? Apesar de ser extremamente comum, o mal é de difícil diagnóstico. E não é por acaso. A Medicina já identificou mais de duzentos tipos diferentes de dores de cabeça, sendo classificadas como primárias - quando ocorre um distúrbio funcional - ou secundárias quando o distúrbio é orgânico. Segundo Joaquim Costa, neurologista do Hospital das Clínicas de Pernambuco e professor da Universidade de Pernambuco (UPE), as cefaléias secundárias é que requerem maior preocupação, uma vez que elas podem resultar em tumores ou aneurismas cerebrais.

  Os tipos mais freqüentes, no entanto, são de origem primária resultado da tensão, fadiga, ansiedade ou distúrbios emocionais. Segundo professor Joaquim Costa, para diferenciar uma dor primária de uma secundária é preciso conhecer o histórico do paciente. "A gente analisa se é uma dor intensa que surgiu de repente, se aumenta progressivamente ou se vem acompanhada de febre. Esses sinais orientam o especialista a indicar o melhor tratamento", explicou.

O médico também chama atenção para quem costuma tomar uma quantidade grande de medicamentos para se ver livre da dor. "Muitas vezes uma cefaléia benigna acaba evoluindo para um caso mais grave", alertou. Segundo o médico o primeiro passo é identificar e controlar o fator que detona a dor e prevenir as causas que ocasionam as crises de cefaléia. A enxaqueca, por exemplo, é um tipo especial de dor que afeta apenas uma área limitada da cabeça. Em geral, é acompanhada de vômitos ou pertubações da visão.

  A dor de cabeça pode ter origem na parte externa do crânio por causa da contração e da tensão dos músculos do pescoço e do couro cabeludo. A intensidade da dor pode variar de uma pessoa para outra. Para algumas, uma simples aspirina, gelo ou o escurinho de um quarto ajudam a aliviar a dor, em outras as crises comprometem a realização de atividades normais. Se você faz parte desse segundo grupo está na hora de procurar um especialista.

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