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Atualizado em 10|10|2004 
Revista da TV | Nostalgia
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Revista da TV
Nostalgia
É oito ou oitocentos!
Alguém sabe quem foi Mauro Autuori? Nem quem já está na faixa dos quarentinha? Pois há 28 anos, ele foi a celebridade da vez ao ser o primeiro ganhador do prêmio máximo do quiz show Oito ou Oitocentos, exibido aos domingos, a partir das 19h, na TV Globo. Após 17 semanas respondendo sobre formigas saúvas, ele saiu do estúdio com 800 mil cruzeiros, sob forte aparato policial. É que o público presente na platéia invadiu o palco querendo cumprimentá-lo pela vitória. Mas a fama ficou ali. Para quem guarda alguma lembrança do programa, apresentado pelo ator Paulo Gracindo, o que marcou mesmo foi a participação de Clodovil, respondendo sobre a vida de Dona Beja.

  Foi ali também que a atriz Sylvia Bandeira fez sua estréia na televisão, chamando a atenção por sua beleza na função de assistente de palco. O esquema do programa era o seguinte: ao se inscrever, cada candidato apresentava o assunto sobre o qual gostaria de mostrar seus conhecimentos. A produção elaborava três séries de perguntas, que ficavam guardadas em envelopes lacrados, depositados num cofre-forte do Banco do Brasil e só eram entregues na hora de o show começar. O público torcia por seus favoritos. Fosse lá qual fosse o assunto. Uma coisa era certa: a maioria dos selecionados estava ali porque tinha estudado. E dava sua contribuição ao dividir os conhecimentos com o público.

  Para se ter idéia, na estréia, os participantes foram: Carlos Arruda Camargo, respondendo sobre Greta Garbo; Maria de Barros, sobre a obra de Ernesto Nazareth; Paulo Dantas, sobre Guimarães Rosa; e Autuori, sobre as tais formigas. O frisson era tanto que o nome Oito ou Oitocentos virou bordão na boca do povo, substituindo o Ou Tudo, ou Nada. Aliás, até hoje ele é usado, mesmo por quem não é daquela época. O programa acabou em abril de 1977, quatro meses antes de completar um ano no ar. O último vencedor, que conseguiu sair dos oito e chegar aos 800, foi o estudante Ronaldo Alves dos Santos, respondendo sobre a vida de José do Patrocínio. Ele pesquisava há três anos a vida do jornalista, orador, poeta e romancista.

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