Não teve jeito. Depois de anunciarem que Tomé, personagem vivido por Eriberto Leão, não ia morrer, os autores de Cabocla mudaram de idéia. Assim como na primeira versão da novela, em 1979, o peão será assassinado. Na verdade, o tiro será disparado contra Tobias (Malvino Salvador), mas Tomé salvará o amigo. O crime acontecerá durante uma comemoração dos caboclos pela vitória de Neco (Danton Mello) nas eleições para prefeito de Vila da Mata. Haverá uma discussão tola e alguém puxará uma arma. Edmara Barbosa, que escreve com sua irmã Edilene a adaptação da obra, diz que, se Tomé não morresse, ficaria paralítico. "Achamos essa opção pior. Então, tivemos que sacrificar a imagem dele. Para a dramaturgia e os acontecimentos que virão depois, a morte de Tomé é necessária", diz.
A autora adianta também que não foi o coronel Boanerges (Tony Ramos) quem mandou bater em Felício (Sebastião Vasconcelos). "Estou decidindo. Mas um destes três será o culpado: Macário (Oscar Magrini), Xexéu (Fernando Petelinkar) ou Justino(Mauro Mendonça)."
Antes das eleições, porém, Belinha (Regiane Alves) começará a se interessar por política. Magoada com Neco, ela decidirá ajudar Boanerges. "Ela resolverá se envolver com política, justamente o motivo que a separou do amor da vida dela", diz Regiane Alves. "Se naquela época (a trama se passa em 1918) a mulher votasse, acho que Boanerges lançaria a filha como candidata."
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