A juíza da 41ª Zona Eleitoral de Caruaru, Silvia Amorim, começou a analisar ontem a ação ingressada pelo candidato a prefeito derrotado João Lyra Neto (PT) contra o prefeito reeleito, Tony Gel (PFL). O processo correrá em segredo de Justiça e, por isso, a magistrada informou, através de assessores, que não serão divulgados detalhes do trâmite. A juíza responde pelas representações eleitorais que exigem investigação naquele município. Na reclamação, Lyra Neto pede a impugnação do registro do Tony Gel, alegando que o pefelista cometeu irregularidades durante a campanha e no dia da eleição - último dia 3.
Na ação, o petista acusa Tony Gel e seu vice, o deputado Roberto Liberato (PFL), de cometerem abuso de poder político. Ao processo Lyra Neto anexou uma lista de supostas infrações que teriam sido praticadas pelos pefelistas. Entre elas estão a inauguração de obras, o uso de carros e ainda uma troca de cheque de órgão público municipal em uma empresa de factoring local. O candidato do PT também anexou ao processo fotografias, fitas e cópia do cheque.
Lyra Neto perdeu para Tony Gel por 773 votos. A preocupação do petista é que a ação seja julgada até sábado, final do prazo para a proclamação dos vencedores do dia 3. Porém, processos do gênero exigem mais tempo para que a Justiça decida, até porque as partes acusadas vão ser ouvidas.
Na última sexta-feira, Lyra Neto já havia anunciado que entraria na Justiça contra o prefeito por suspeitar de "compra" de mesários pela coligação do pefelista. O esquema teria provocado uma queda no índice de abstenção de algumas seções, computando mais votos para Tony Gel. No mesmo dia, Brasílio Guerra, um dos três juízes eleitorais de Caruaru, descartou a possilidade de que a fraude tenha ocorrido.
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