SÃO PAULO - O procurador Pedro Barbosa Pereira Neto, do Ministério Público Federal, informou ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que não pretende dar entrevistas à imprensa antes de concluir o procedimento jurídico que adotará no caso das acusações contra Maluf, de que teria remetido para a Suíça dinheiro desviado das obras superfaturadas durante sua gestão na prefeitura de 1992 a 1996. O procurador deverá oferecer denúncia contra Maluf até o final do mês. O procurador não deseja falar porque o caso está sob sigilo judicial.
A denúncia deverá ser encaminhada ao juiz federal Toru Yamamoto, da 8ª Vara Federal de SP, que vem analisando as denúncias de que Maluf manteria contas milionárias no exterior. Segundo a Justiça suíça, Maluf possuía mais de US$ 300 milhões na Suíça até janeiro de 1997, quando então transferiu o dinheiro para outros países, como Ilhas Jersey e Inglaterra. Depois de oferecer denúncia contra Maluf, o juiz Yamamoto, que substitui a juiza Adriana Soveral, afastada do cargo por decisão do TRF, em função do envolvimento com a operação Anaconda, é quem dirá se aceita ou não a denúncia e como será encaminhado o processo contra o ex-prefeito. Se for condenado pelos crimes que foi indiciado, Maluf poderá ser condenado a pena que varia de 2 anos a 12 anos de prisão.
Serra - Um "não" em alto e bom som foi a resposta de Serra à indagação sobre se aceitaria Maluf em seu palanque neste segundo turno da disputa à Prefeitura de São Paulo. Ele desqualificou as declarações do ex-prefeito e de integrantes do PP de que os tucanos estariam por trás do vazamento de informações a respeito do indiciamento do ex-prefeito. Perguntado sobre as críticas disse que "é uma coisa hilariante".
|