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BERNA - Promotores suíços abriram ontem uma investigação para apurar a exportação equipamentos de precisão, usados na fabricação de bombas nucleares, para a Líbia, segundo o porta-voz da Promotoria suíça, Hansjuerg Mark Wiedmer. Wiedmer não quis identificar quais eram os suspeitos da venda de tecnologia, e também não confirmou se um deles poderia ser o engenheiro Urs Tinner, preso recentemente na Alemanha. Fontes de inteligência alemãs dizem que Tinner faz parte de uma rede clandestina internacional, dirigida pelo paquistanês Abdul Qadeer Khan, o "pai" da bomba-atômica paquistanesa. A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) forneceu à Suíça uma lista com 17 nomes de suíços e empresas do país suspeitos de envolvimento com a venda de equipamentos nucleares. O líder líbio, Muammar Gaddafi, desistiu de seus planos de levar adiante um programa para o desenvolvimento de armas nucleares no ano passado. Na última segunda-feira, a UE (União Européia) interrompeu um embargo de 12 anos contra o país.
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