Apesar da imensa popularização dentro das mais diversas faixas da sociedade - estimulada principalmente pela superexposição e valorização dos skatistas na mídia e por investimentos significativos de empresas multinacionais voltadas exclusivamente para esse público-, os praticantes amadores, principalmente os que andam apenas por diversão, ainda não se libertaram do velho preconceito que persegue o esporte desde a origem.
"Muitos nos chamam de vagabundos, de marginais, sem qualquer argumento", revela Dido Camaleão. A associação do skate com as drogas é outra constante que eles têm que enfrentar. "Não vou dizer que skatistas não usam drogas. Mas esta não é uma questão ligada ao nosso esporte e sim, à juventude. Podem ser jogadores de futebol, corredores de atletismo, surfistas e por aí vai. Não faltam exemplos disso. Sem falar, nas academias de ginástica", analisa Saulo Ará.
Por falar em preconceito, a turma que anda na pista da rua da Aurora está ameaçada de perder o espaço. De acordo com os skatistas, os moradores dos prédios que ficam próximos ao skate park - principalmente os do edifício Alfredo Bandeira - estariam organizando um abaixo-assinado para acabar com a pista. "O pior é que só querem tirar a pista de skate, que nem possui refletor e que só fica sendo usada até, no máximo, 9h da noite. Enquanto a quadra de futebol tem jogos até de madrugada", completa William Tisio.
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