BUENOS AIRES - O jovem Rafael Soldich, autor do massacre de estudantes na terça-feira na cidade de Carmen de Patagones, confessou à juiza Alicia Ramallo que estava "arrependido" por ter assassinado três colegas e que tudo "aconteceu muito rápido, a vista ficou nublada". O jovem afirmou que não se lembrava de ter realizado a chacina. A juíza Ramallo declarou ontem que o rapaz tem características "obsessivas e fóbicas". Segundo ela, há dois anos o jovem assassino possui dificuldades para expressar seus sentimentos.
Rafael disse à juíza que na véspera do massacre, no qual feriu outros cinco, havia discutido com seu pai, um suboficial da Patrulha Marítima. A briga teria sido ocasionada por notas baixas que Rafael - costumeiramente uns dos alunos mais aplicados da escola - havia tido dias antes.Segundo colegas ele era fã do roqueiro Marilyn Mason, famoso por suas letras sobre a morte e violência. O jovem assassino nos últimos meses havia se tornado um especialista sobre os massacres realizados em escolas americanas. Em um trabalho escolar sobre a matança ocorrida anos atrás na Columbine High Scholl, (EUA), Rafael teve nota 9.
"Milhões de jovens escutam Marilyn Mason em todo o mundo e não acontece nada. Aqui, o caso é patológico", disse a juíza Ramallo, para tranqüilizar os pais de adolescentes que são fãs do polêmico roqueiro. Diversas organizações de pais e professores estão pedindo ao governo a instalação de detectores de metais nas escolas.
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