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SDS fechará ranchos para aumentar efetivo das ruas
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Com a proposta, alimentação de policiais será feita com tíquetes |
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Os dezoito ranchos dos batalhões da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), usados para a realização de refeições da corporação, vão ser extintos na Região Metropolitana do Recife (RMR). O secretário de Defesa Social, João Braga, disse que a intenção é remover o pessoal que hoje atua na cozinha, no preparo dos alimentos e na manutenção dos locais, para trabalhar no patrulhamento das ruas. Além disso, o fim dos ranchos vai significar menos deslocamento de policiais em viaturas para os batalhões onde são servidos os alimentos. Para substituir as refeições, Braga vai oferecer tíquetes para os PMs se alimentarem onde quiserem. O acréscimo de PMs nas ruas será, em média, de 90 homens por dia, já que cerca de cinco estão de plantão, todos os dias, em cada rancho.
O fim dos ranchos começa na RMR e vai se estender para o Interior. "Quanto mais tirarmos os policiais da atividade administrativa, melhor para a segurança da população. Vamos investir esse pessoal no turno da madrugada e nos finais de semana, quando acontece mais violência", disse Braga. Segundo o secretário, em muitas ocasiões o policial está distante do batalhão onde é servida a comida. "O grupo precisa se deslocar, ocupa a viatura e gasta combustível. Com o tíquetes, ele vai se alimentar no local mais próximo". A medida ainda não tem data para ser posta em prática e o secretário também não sabe informar o valor que será disponibilizado por cada tíquete.
"Policial militar não foi feito para cozinhar. A mudança permitirá mais praticidade para a Polícia", disse o major Alberto Moreira, ajudante de ordem do secretário. Segundo ele, como o espaço dos ranchos vai ficar vago, os alojamentos poderão ser ampliados. "A economia será basicamente na gasolina, porque o que é gasto no preparo e na compra da comida nos ranchos será transferido para os tíquetes", calculou Moreira, sem saber informar o quanto se gasta por mês nos ranchos.
Reação - A proposta não foi bem aceita pela categoria, principalmente entre os oficiais. "Um aumento de 90 policiais por dia nas ruasnão significa nada para a segurança da RMR. Além disso, corre-se o risco do PM gastar o tíquete com outro tipo de compra, que não com a alimentação, o que pode prejudicar a sua saúde". Além disso, o oficial comentou que os PMs que trabalham na cozinha, em geral, não são indicados para o serviço das ruas. "Parte das cozinhas é formada por gente que tem recomendação médica para não ir para rua, seja por questões físicas, seja pela idade".
A previsão é fechar os ranchos dos batalhões de Choque, Radiopatrulha, Cavalaria, Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe), 6º, 11º, 12º, 13º, 16º, 17º, 18º, 19º, Cipoma, Batalhão de Polícia de Trânsito, Batalhão de Polícia Rodoviária (BPrv), Batalhão de Guardas, Companhia de Policiamento com Cães e Companhia Independente de Apoio ao Turista.
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