O comandante do navio de bandeira chinesa Tu King, de onde oito africanos provenientes da República do Guiné e da Costa do Marfim foram jogados ao mar, em novembro do ano passado, próximo ao Porto do Recife, não terá mais que responder pelas acusações de omissão em relação à suspeita de tentativa de assassinato cometida pelo restante da tripulação. Ele foi liberado pela Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Com isso, não será processado e já pode volta para a China.
Os três desembargadores federais que integram a Segunda Turma - Paulo Roberto de Oliveira Lima, Francisco Queiroz de Cavalcanti e Napoleão Nunes Maia Filho - confirmaram uma sentença anterior, proferida pelo juiz da 13ªVara federal, Frederico Pinto de Azevedo. A Procuradoria da República recorreu da decisão, mas os magistrados entenderam não existir provas suficientes para incriminar o comandante. Xu Chang Quan passou seis meses no 6º Batalhão de Polícia Militar, no bairro de Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, e outros quatro meses em prisão domiciliar, num hotel da cidade.
|