O inquérito que investiga o desaparecimento de quatro primos entre os municípios de Ibimirim e Floresta, (Sertão do Estado), no dia 31 de maio desse ano, está em fase de conclusão. De acordo com o delegado designado para apurar o caso, Joel Venâncio, dezenas de pessoas - a maioria policiais civis e militares - serão indiciadas. Os acusados, provenientes das duas cidades, além de Belém do São Francisco, teriam participação num grupo de extermínio que age na região onde os primos sumiram.
Além disso, o delegado adiantou que o corpo exumado no último dia 5 de agosto, em Ibimirim, não pertencia a nenhum dos quatro desaparecidos (Rildemar Guedes de Sá, Carlos Sideval Guedes de Sá, Paulo de Sá e Valério Gomes de Sá). "O legista João Batista, do Instituto de Medicina Legal (IML), me informou, extra-oficialmente, que o cadáver pertencia a um indivíduo em formação, ou seja, um adolescente", afirmou Joel Venâncio.
O corpo estava enterrado como indigente no cemitério da cidade e foi encontrado na zona rural do município, por crianças. Segundo ele, João Batista prometeu entregar ainda nesta semana o laudo com a conclusão dos exames. "Provavelmente nem vamos precisar recorrer a uma comparação de DNA, porque eles não eram adolescentes", disse.
No dia em que os restos mortais suspeitos de pertencer a um dos primos foram desenterrados do cemitério, uma comitiva formada pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Ministério Público e Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social foram até Ibimirim para investigar o caso. Nas buscas realizadas no açude Poço da Cruz, no qual o veículo onde os primos foram vistos vivos pela última vez, um Chevette, poderia ter sido imerso, foram encontrados apenas restos do pára-brisas de um automóvel. Não ficou confirmado se eram ou não do Chevette.
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