Atrair outros alunos para as mobilizações políticas é um dos maiores desafios enfrentados pelos jovens estudantes interessados em fazer valer as mudanças nas quais acreditam. Uma das maiores críticas feitas ao Movimento Estudantil é a interferência político-partidária, que pode ser observada em algumas organizações. Lidar com as diferenças dos membros dos grupos e afastar o fantasma do aparelhamento político é um grande obstáculo que os estudantes têm que enfrentar. Em tempos de eleição, a situação se agrava, pelos ânimos exaltados.
"O importante é não partidarizar o movimento. Claro que os membros podem ter os seus partidos, mas é preciso ter maturidade e através de conversas perceber o que une a gente. Se existem divergências políticas, é preciso passar por cima", ensina Diogo Santiago, 23 anos, do DA de Pedagogia da UFPE. Para Mariana Pires, o aparelhamento político acaba contribuindo para que os jovens se afastem da causa. "Os partidos existem, respeitamos isso, mas é preciso conhecer os limites. Vocêpode ter referências políticas, mas elas não podem interferir", explica Mariana.
É a questão que concerne à falta de envolvimento dos alunos na causa política que une os líderes estudantis. A maioria é unânime em afirmar que ainda é dificil conseguir a participação efetiva da um número considerável de estudantes. "Tem gente que ainda não sabe do que se trata (o Movimento Estudantil). Todas as Universidades Federais do Nordeste estão em greve de alunos, Pernambuco e Alagoas foram as únicas que não aderiram", lamenta Diogo Santiago, para quem o movimento ainda "vai mal das pernas".
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