Navegar é preciso. A família Schürmann sabe muito bem o significado desse velho lema - um verdadeiro ideal para aqueles que se aventuram pelos oceanos. Mas os Shürmann também sabem a importância do outro sentido da palavra navegar, não menos imprescindível nos dias atuais. Por isso, o veleiro/lar Aysso (em tupi-guarani, Corajoso) que os leva pelos mares está equipado com tudo o que é necessário em termos de comunicação para garantir a segurança da viagem e para diminuir distâncias - pelo menos virtualmente.
Ainda no início do expedição 20 anos no mar - em que os Schürmanns percorrem o litoral de Santa Catarina ao Ceará (chegaram ao Recife na semana passada) - Vilfredo (o pai) avistou dois pescadores acenando em alto mar, próximo à costa de Macaé (RJ). Com uma ligação do celular, entrou em contato com a Marinha e organizou o processo de salvamento dos pescadores que estavam no mar há dois dias, levando-os até a terra firme, onde o socorro médico já estava providenciado.
"Existem muitos acidentes como essee quanto mais comunicação houver para os barcos, todos correrão menos riscos", completa. O veleiro da família possui, inclusive, um programa de mensagens on-line que alerta para emergências. O In Marsat C e foi desenvolvido nos Estados Unidos. "Recebemos informações como ameaça de ataques de piratas até acidentes de navios, conteiners perdidos e pescadores na água e só pagamos pelas mensagens que utilizamos", acrescenta Vilfredo.
"A evolução da tecnologia mudou totalmente o conceito de comunicação para os barcos. Hoje todos na nossa tripulação possuem lap tops e dependendo da distância que estamos da costa, nos conectamos através dos celulares, utilizando tanto a tecnologia GPRS como a EDGE para transmitirmos em alta velocidade dados, imagens, vídeos, atualizarmos o nosso site e termos acessos às informações necessárias para uma boa navegação", explica David Schürmann, o responsável pela parte tecnológica do veleiro.
Sem o acesso ao GPRS ou ao EDGE - fornecidos pela TIM, que patrocina a atual expedição dos Schürmann - eles são obrigados a utilizar a transmissão por satélite, muito mais cara e lenta. Atingindo uma média de velocidade de 2.4 kbps e com um custo que varia de U$ 3 a U$ 5 por minuto. "Só para transmitirmos uma foto chegávamos a gastar U$ 100", lembra Vilfredo Schürmann.
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