Últimas Diversão Comunidade Tecnologia Esportes Turismo Quem Somos
Diario de Pernambuco TVGuararapes Radio Caetés Rádio Clube
Edição de Domingo, 5 de Setembro de 2004 
Vida Urbana | Destino foi alterado por ataque de piratas
   DIARIO
   Índice Geral
   Expediente
   Ed. Anteriores
   Assinaturas
   História
   CADERNOS
   Política
   Brasil
   Mundo
   Economia
   Esportes
   Vida Urbana
   Viver
   SUPLEMENTOS
   Revista da TV
   Empregos
   Domingo
   Interior
   Viagem
   Informática
   Carro
   Imóveis
   Saúde
   Diarinho

    SERVIÇOS

   Loterias

VIDA URBANA
Destino foi alterado por ataque de piratas
Os judeus que viviam no Recife, após a derrota dos holandeses, não foram perseguidos e mortos. Graças à indulgência do general Francisco Menezes Barreto, chefe do exército português, eles tiveram um prazo de três meses para abandonar o Brasil, podendo vender suas casas e bens. O general Barreto também cedeu navios para acomodar os 600 integrantes da comunidade judaica.

  Um dos navios saiu do curso e foi emboscado por piratas espanhóis. Os passageiros tiveram a carga confiscada e a embarcação foi queimada. Os 23 judeus que estavam a bordo foram avisados de que seriam vendidos como escravos num porto mediterrâneo. Antes de chegar a este destino, os espanhóis foram abordados pelo navio Saint Charles, capitaneado pelo francês Jacques de la Mothe. Resgatados, os judeus seguiriam agora para a América do Norte, para um entreposto comercial chamado Nova Amsterdam.

  A viagem não seria um passeio. O capitão do Saint Charles cobrou o triplo do que seria justo para a travessia marítima. Quando chegaram ao local hojebatizado de Cabo de New York, Jacques de la Mothe proibiu que os 23 judeus descessem do navio. Eles não tinham dinheiro suficiente para pagar a viagem.

  No dia 7 de setembro de 1654, uma segunda-feira, os judeus compareceram ao Worshipful Court of Burgomasters and Scepens da cidade de Nova Amsterdam. Jacques de la Mothe declarou que só recebeu pouco mais de novecentos florins dos 2.500 estabelecidos. Um homem chamado Salomon Petersen, provavelmente um judeu ashkenazim estabelecido em Nova Amsterdam, intercede pelo grupo. Conseguem uma moratória de dois dias para pagar a dívida.

Dívida - Com o fim do prazo, o capitão retorna para receber os 1.567 florins que ainda restavam. O tribunal estabeleceu um segundo prazo, desta vez de quatro dias, e se a dívida não fosse acertada, Jacques de la Mothe poderia vender o restante dos bens dos judeus em leilão. As mercadorias foram arrematadas por um grupo de moradores de Nova Amsterdam e depois devolvidas aos donos, num gesto de solidariedade.

  Jacques de la Mothe levou novamente o caso à corte. Dois judeus, David Israel e Moses Ambrosius ficariam agora detidos até que o restante do grupo conseguisse arrecadar o dinheiro que faltava. Somente dois meses depois, a questão foi resolvida, graças à intervenção novamente de Solomon Petersen. Ele convenceu os demais tripulantes do navio Saint Charles a receber o dinheiro que lhes caberia na próxima viagem. Os recursos arrecadados até então correspondiam à cota do capitão. Com todos livres, a Congregação Shearit Israel - os Remanescentes de Israel - estava fundada.
Voltar

Clique aqui e leia os Comentários

 

 
        Escolha aqui um canal do Pernambuco.com:
quem somos | contato comercial | sua opinião sobre o portal
Copyright 2003 - Pernambuco.com | todos os direitos reservados. É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo desta página sem a prévia autorização | faleconosco@pernambuco.com