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Edição de Terça-Feira, 31 de Agosto de 2004 
Vida Urbana | Vendedores de relógios vão para o Camelódromo
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VIDA URBANA
Vendedores de relógios vão para o Camelódromo
Csurb diz que ambulantes vão sair da pracinha do DIARIO até o dia 10
Cerca de 90 camelôs que comercializam relógios no entorno da praça da Independência, a pracinha do DIARIO, vão ser relocados para o Camelódromo, na avenida Dantas Barreto até o próximo dia 10 de setembro. Segundo o diretor da Companhia de Serviços Urbanos (Csurb), Alexandre Sena, a transferência dos ambulantes faz parte do projeto de revitalização da praça e da requalificação do Camelódromo. Uma comissão formada por cinco camelôs já aceitou a saída do local de forma pacífica, mas a grande maioria ainda se mostra insatisfeita.

  "Já levei muita carreira da Polícia, mas é daqui que tiro o sustento da minha família", afirma Rivaldo Vicente da Silva, 42 anos, há 20 na atividade. Preocupação também do ambulante José Luís da Silva, 63, que vende relógios no Centro há 45 anos. "Cheguei aqui às 7h e até agora (12h30) não vendi um relógio. Está ruim aqui imagina lá", reclama. Já o vendedor Sírio Alves, que faz parte da comissão resume. "Não se trata de ser a favor ou contra, é a opção que nós temos".

  O local escolhido para relocar os vendedores fica em frente ao primeiro módulo, onde a Csurb anuncia que vai instalar, na próxima segunda-feira, um toldo com 100 tabuleiros padronizados, sendo 90 para os vendedores de relógios e 10 para os técnicos que fazem conserto de celulares. Segundo Alexandre Sena, a transferência faz parte da segunda etapa de requalificação do Camelódromo. A etapa seguinte prevê a criação de um Centro de Capacitação permanente para atender os ambulantes e familiares com palestras e cursos que possam também atrair os clientes. Desde que o Camelódromo foi construído, há dez anos, o 6º módulo nunca foi ocupado e serve como terminal de ônibus. "A idéia é aproveitar esse local", diz Sena.

  Para quem já está no Camelódromo a vinda de mais vendedores é uma preocupação. "Estou aqui há seis anos. Muitos voltaram e eu continuei. Agora vou ter que disputar os clientes com eles também", desabafou Samuel Bezerra, 45.

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