Malhar horas a fio em uma academia sem ter muita noção do que esses exercícios repetitivos podem provocar não é a única opção de quem deseja trabalhar o corpo. Hoje, o ramo da atividade física já pode oferecer várias alternativas para quem deseja não só definição muscular, mas também pretende desenvolver a consciência corporal através dos movimentos. Isso é o que propõe a técnica desenvolvida pela francesa Thérese Bertherat, a antiginástica, e a terapia de escovação da pele, usada no Brasil pelo coreógrafo Ivaldo Bertazzo.
Em Pernambuco, a facilitadora Elizabeth Montenegro é a única discípula do coreógrafo paulista Bertazzo a adotar a escova em suas aulas. A finalidade é ativar a circulação sangüínea e eliminar a tensão e a fadiga. "Minhas aulas se baseiam em várias práticas diferentes. Além das escovadas, utilizo a equilibração, uma filosofia repassada pela médica Maria José Souza, em que o aluno aprende a reconhecer sua estrutura de músculos e ossos para se movimentar melhor e não gastar energia desnecessariamente", conta Elizabeth.
A essa prática ela juntou os ideais de Godilieve Struyf e Ivaldo Bertazzo. Os dois consideram a pele uma mensageira do sistema locomotor. "É por isso que antes de iniciarmos um exercício é preciso fornecer informações à região articulada com os dedos e cerdas", orienta. Segundo o coreógrafo, tocar-se o tempo todo durante os exercícios é necessário como forma de informação ao organismo. "Descolar a pele com os dedos e escová-la onde há mais retração, encurtamento ou dor. É o que repasso durante as sessões de terapia", completa.
Já nas sessões de antiginástica, os interessados se encontram apenas uma vez na semana. As duas únicas credenciadas no País para ministrar uma aula são Andréa Cardoso (SP) e Rejane Benaduce (RJ), que começam a formar profissionais no Brasil. "Levamos uma hora e meia para concluir as duas etapas dos movimentos", explica Andréa. Na primeira delas, a pessoa é levada a identificar, com precisão, onde estão os pontos que incomodam, da cabeça aos pés.
"Nasegunda parte, entra-se em contato com todos os nós musculares e, devagar, começa-se a desenlaçar o complicado emaranhado da musculatura", adianta Andréa. No decorrer das sessões, o corpo aprende a desfazer o que os praticantes da antiginástica consideram como a armadilha em que estava preso. "O corpo se estende e encontra seu verdadeiro comprimento. Ao despertar as zonas que estavam mortas, nos livramos de dores e rigidez musculares, principalmente, nas costas", promete a terapeuta. A terapeuta diz que o corpo também ganha novos contornos e formas harmoniosas após a prática. (Phelipe Rodrigues)
Serviço
Elyzabeth Montenegro - 3429.2983 www.antiginástica.com.br
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