SÃO PAULO - Policiais do 1º Departamento de Polícia de Guarulhos (Grande São Paulo) procuram o responsável pelo imóvel que desabou na madrugada de domingo, deixando seis pessoas mortas e 127 feridas. Segundo informações do 1º Departamento de Polícia se ficar comprovado que Wilson Gaivota alugou o local para uma festa sem a autorização, ele pode ser autuado por homicídio e lesão corporal culposos (sem intenção).
De acordo com a Prefeitura de Guarulhos, o prédio não tinha licença de funcionamento - o pedido foi negado em 18 de junho de 2004. A entrada no prédio para a festa ocorreu através do comitê político do candidato à prefeitura Sebastião, Bispo Alemão (PSDB), que afirmou não ter qualquer ligação com o evento.
A prefeitura encaminhou ontem a cópia integral dos processos administrativos referentes ao prédio e ao seu funcionamento à Polícia Civil, para colaborar com a identificação dos culpados. O desabamento ocorreu por volta da 1h45 de domingo, na avenida Paulo Faccini. A festa Ladies First (Damas Primeiro) começou às 22h, com um show de striptease masculino.
Pagode - Apenas as mulheres puderam entrar até a 0h, quando a festa foi aberta aos homens. Por volta da 1h, foi liberado o acesso do público masculino ao mezanino, onde tocaria música tecno, que não suportou o peso. No andar de baixo, funcionava o bar e uma pista de dança tocando pagode e axé music.
Entre os feridos que correm risco está uma garota de 14 anos - mais um dos dezenas de menores de idade que conseguiram entrar na festa - que teve de se submeter a cirurgia, um jovem que está na UTI do Beneficência Portuguesa, deve ficar paraplégico. Outro que teve a perna esmagada pelos escombros é professor de matemática Roger Ricardo Flores de Araújo, de 26 anos. Dos demais feridos e atendidos em Guarulhos, a maioria foi liberada anteontem. Ao menos três permanecem em observação, mas sem gravidade.
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