RIO - O número de mulheres deverá continuar aumentando no Brasil em relação ao total de homens. De acordo com a Revisão 2004 da projeção populacional do IBGE, em 2000 o número de mulheres superava em 2,5 milhões o total de homens no País. A expectativa é que em 2050 o contingente de mulheres seja 6 milhões maior do que o de homens. Em 1980, para cada grupo de 100 mulheres, havia 98,7 homens. A diferença aumentou ainda mais em 2000, com 97 homens para cada 100 mulheres. A projeção é que em 2050 a proporção fique por volta de 95%. Essa diferença, segundo o IBGE, ocorre porque os homens geralmente morrem mais cedo do que as mulheres, por causa de acidentes e homicídios.
A taxa de mortalidade infantil no País caiu, mas ainda é superior a de países vizinhos. Segundo a versão preliminar da Revisão 2004 da projeção populacional do IBGE, em 2000, de cada 1.000 crianças nascidas vivas, 30 morreram com menos de um ano. Em 1970, este número chegava a 100. A melhora do indicador está relacionada ao aumento da escolaridade feminina, à elevação do percentual de domicílios com saneamento básico e a um maior acesso aos serviços de saúde.
Apesar da queda, o País ainda apresenta uma taxa superior à de países como Argentina (21 por 1.000), Chile (12 por 1.000) e Uruguai (15 por 1.000). O Brasil ocupa o 100º lugar no ranking das mais baixas taxas de mortalidade infantil entre 192 países. Desde a década de 40, com a utilização dos antibióticos no combate a doenças infecto-contagiosas, o País começou a reduzir a taxa de mortalidade infantil. Campanhas de vacinação, de aleitamento materno e os agentes comunitários de saúde contribuíram para modificar o quadro. O País ainda está muito longe, no entanto, dos resultados de países como Cingapura (2,9 por 1.000), Japão (3,2 por 1.000) e Suécia (3,4 por 1.000).
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