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Com silicone e com leite
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Prótese não é obstáculo para a amamentação, mas algumas mulheres podem sentir dificuldade nos primeiros meses do aleitamento |
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É um dilema comum entre mulheres que decidem recorrer à cirurgia plástica para aumentar os seios. Diante da decisão de se submeter ao procedimento, mães que ainda não encerraram a prole ou jovens que pretendem ter filhos no futuro se deparam com a dúvida sobre até que ponto o implante de silicone pode dificultar ou até impedir a amamentação.
O questionamento - um verdadeiro impasse entre estética e instinto - é uma das hesitações mais freqüentes nos consultórios de cirurgiões plásticos hoje em dia. Num país onde o silicone virou moda - por ano, são cerca de 40 mil cirurgias - a questão vem ganhando força. Porém, apesar do receio das futuras mamães, os médicos garantem que plástica e amamentação são compatíveis. "Mulheres que colocam prótese não têm problemas na lactação", sustenta o médico Pedro Pitta, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Para Pitta, o mito de que mulheres que têm silicone não podem amamentar nunca teve fundamento. "As duas técnicas cirúrgicas usadas consistem no implante da prótese acima ou abaixo do músculo, mas nos dois casos ela sempre fica por baixo das glândulas produtoras do leite" diz. Além disso, ele esclarece que já foram feitas pesquisas na composição do leite materno de mulheres cujo os seios receberam prótese de silicone. Ficou comprovado que ele não sofre alterações.
Dificuldades - Na opinião da neonatologista Neise Montenegro, no entanto, algumas mulheres submetidas a este tipo de plástica podem experimentar um pouco mais de dificuldade nos primeiros dias de aleitamento. Para ela, que é coordenadora do banco de leite do Hospital Esperança, às vezes é necessário um acompanhamento mais de perto das mães que colocaram silicone. "A plástica mexe com a estrutura da mama e, por menor que seja esta intervenção, algumas mães necessitam de um estímulo maior para a produção do leite". Neise pondera, entretanto, que isto não significa que elas não possam amamentar, mas que, algumas vezes, existe a necessidade de complementar a dieta do bebê com leites artificiais.
Apesar de defender que a plástica não interfere na lactação do ponto de vista estético, Pitta aconselha que o ideal seria que as mulheres adiassem a cirurgia para depois de ter filhos. "Como as mamas podem mudar de formato depois da gravidez e da amamentação, a plástica feita depois desse período é definitiva", defende.
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