Além de Senhora do Destino, Débora Falabella atua nos palcos cariocas
RIO - Quem era apresentado a Débora Falabella em 2003 não podia esconder a surpresa. Meiga, acanhada e de pouquíssimas palavras, ela não lembrava em nada a Mel da novela O Clone, uma menina perdida entre o descaso dos pais e as viagens das drogas. E muito menos o Paco da adaptação cinematográfica de José Joffily da peça Dois Perdidos numa Noite Suja, de Plínio Marcos, uma garota que vai para Nova York tentar a vida e acaba se prostituindo.
Este ano, o reencontro causa menos espanto. Principalmente porque Maria Eduarda, a Duda da novela Senhora do Destino, é tão meiga, acanhada e de pouquíssimas palavras quanto Débora. "Ela é até mocinha demais", frisa a atriz. A semelhança, no entanto, não é, na opinião de Débora, um facilitador. Pelo contrário. "É mais difícil fazer uma mocinha, porque a probabilidade de ela virar uma chata é muito grande", avalia ela. "A Mel era tão distante de mim que era mais simples, porque mais atraente, mais inusitada. Desta vez, o desafio é tornar a Eduarda tão humana, mas tão humana, que fuja da chatice".
Teatro - As mocinhas estão na cola de Débora em 2004. E não apenas na TV. A partir da próxima sexta-feira, ela será Nastenka, a romântica heroína de Noites Brancas, de Dostoiévski. É a primeira vez que Débora subirá num palco carioca. E também será sua estréia numa peça adulta. É também um reencontro, já que foi no teatro que ela descobriu que queria ser atriz.
Embora há quatro anos more no Rio e agora esteja se mudando para um novo apartamento na Barra da Tijuca, a atriz confessa que, se pudesse, ficaria na capital mineira. "Mas seria muito cansativo. Belo Horizonte não é como São Paulo, que você pega uma ponte aérea e está de volta no Rio", lamenta. A atriz admite que, por vezes, sente-se sozinha. "Tem o pessoal das novelas, mas, depois que acabam, cada um vai para o seu canto. Meus amigos estão em Belo Horizonte".
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