RIO - As vendas do setor farmacêutico já estão sendo impulsionadas pela recuperação do rendimento da população detectada pelos institutos que pesquisam o mercado de trabalho. As vendas este ano deverão superar entre 7% e 10% as do ano passado, alcançando 1,6 bilhão de unidades. Nos primeiros sete meses do ano, o faturamento já chegou a US$ 3,7 bilhões, 27% acima do mesmo período em 2003. E agora novos investimentos, principalmente ligados à política industrial do Governo, deverão começar a sair do papel.
As estimativas foram feitas ontem pelo presidente da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), Ciro Mortella. "Com a renda um pouco melhor, o consumidor consome mais saúde", comenta Mortella. Ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a renda cresceu em julho, comparada ao ano anterior, depois de 16 meses consecutivos de variações negativas. A massa salarial nas regiões pesquisadas cresceu 6%, indicou o Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
No início do ano, a perspectiva do crescimento para o setor era de 5%. "Achávamos que isso era razoável para o ano", relembra Mortella. Como outros setores da economia da categoria de bens não-duráveis, como vestuário e alimentação, o setor farmacêutico tem ligação direta com a renda e é um dos que demoram a ser influenciados pela retomada. "O setor normalmente acusa a crise por último e a recuperação também vem por último", diz o executivo.
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