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Atualizado em 25|08|2004 
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Informática
Site mostra como
Criado para realizar estudos que envolvam a potencialidade dos portadores de deficiência, o Centro de Estudos Inclusivos (CEI) foi inaugurado recentemente na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Como uma das suas ações é incentivar a acessibilidade na web, o CEI (www.ce.ufpe.br/cei) está lançando oficialmente seu site com vários recursos de acessibilidade.

  A página conta com opções para aumentar ou mudar a fonte, alterar a cor de fundo, tudo para que o visitante ajuste o site de acordo com a sua acuidade visual. Como a página é totalmente disponível para ser lida por sintetizadores de voz, o CEI pretende colocar no ar o maior número de informações possíveis, já que na maioria dos links os portadores de deficiência não têm acesso.

  Para sustentar as mais variadas informações, o centro conta com 200GB de memória no servidor. No entanto, atualmente apenas 8GB estão ocupados. "Estamos abertos à colaboração da sociedade, no sentido de nos enviar artigos, matérias, e-books, sobre acessibilidade ou qualquer outro tema", convoca o professor Francisco Lima, coordenador do CEI.

  Um dos destaques do endereço é o Espaço da Criança, onde os pequenos podem encontrar historinhas infantis voltadas para a temática da exclusão social, músicas e jogos para deficientes visuais. Esses últimos têm informação sonora, que podem ser acionadas através do teclado e buscam estimular o raciocínio da criança, desenvolver a lateralidade (direita/esquerda), além de familiarizar com o teclado.

"A oportunidade de lidar com jogos eletrônicos é importante para a criança com deficiência visual porque ela ouve seus coleguinhas falarem de jogo de celular, videogame ou computador e não se sente excluída", ressalta Francisco.

  O Centro de Estudos Inclusivos presta consultoria para as Universidades ou empresas que queiram aprender o que fazer para tornarem seus site acessíveis aos portadores de deficiência. "A linguagem de programação e design com recursos de acessibilidade infelizmente não são ensinadas nos cursos. Os profissionais daárea têm que aprender por fora", critica o coordenador do centro.
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