O lançamento da campanha nacional de descoberta de talentos esportivos e a inauguração do primeiro centro de alto rendimento no início de setembro serão as próximas duas ações concretas do Ministério dos Esportes, anunciou o titular da pasta, Agnelo Queiroz, ontem, durante visita à Vila Olímpica de Rio Doce, em Olinda. Além das duas medidas, o ministro não escondeu seu entusiasmo com a criação da Lei de Incentivo Fiscal ao Esporte, nos moldes do regimento que privilegia a cultura, a ser remetida ao Congresso pelo presidente até dezembro e aposta alto: quer colocar o Brasil no caminho das potências olímpicas nos próximos oito anos.
A seleção dos novos possíveis atletas terá como base as escolas. A partir do próximo dia 5, dois milhões de jovens entre 10 e 15 anos serão escolhidos e avaliados dentro de um perfil elaborado pelo Centro de Excelência Esportiva (Cenesp). A expectativa do ministro é que pelo menos 2% deste número venha a obter destaque em alguma modalidade. O investimento no projeto é de R$ 450 mil. "Esperamos ter 40 mil novos talentos descobertos a cada ano. Se for analisar, o custo-benefício é inacreditável", expõe Agnelo.
Paralelamente ao lançamento do projeto, o Governo inaugura o primeiro centro de alto rendimento multidisciplinar do País. Localizado em Manaus, a instalação possibilitará o aperfeiçoamento dos atletas. "Os talentos selecionados, demonstrando seu potencial, irão para estes locais, onde terão toda a assistência na parte de nutrição, treinamento e, principalmente, estudo", exemplifica. A intenção é construir um complexo similar em cada região do País. Mais uma ação citada por Agnelo no aperfeiçoamento dos desportistas tupiniquins será a criação de centros especializados. Atualmente, apenas a ginástica e o vôlei possuem estruturas com estas características no Brasil.
O próximo enfoque da área deve ser a aprovação da Lei de Incentivo Fiscal em benefício do esporte nacional. "Com a lei aprovada, em um ano podemos ter a duplicação do orçamento atual do Ministério", comenta. O orçamento atual da pasta é de R$ 250 milhões por ano. "Esperamos com essas medidas que o Brasil, em três ciclos olímpicos, contando com este, esteja brigando com as principais potências", pontua o ministro.
Atenas - Apesar de algumas frustrações, Agnelo Queiroz avalia a olimpíada da Grécia como muito positiva para o Brasil. "Você vê o exemplo de Joanna Maranhão, a quinta melhor nadadora do mundo, César Castro no trampolim. Não existe só o mérito das medalhas. O resultado é o melhor da história", disse.
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