Os desdobramentos do "caso Jorge Henrique" começam a acontecer, mas o fim da novela parece ainda estar bem distante. O jogador, que não apareceu para o treinamento da última terça-feira, está mesmo disposto a deixar o Náutico e já se especula que o atleta tem novo endereço certo: o Futebol Clube Penafiel, equipe que subiu recentemente para a primeira divisão do futebol português.
Para sair sem ônus algum para a equipe portuguesa, Jorge Henrique, que já viajou e tem contrato com o Timbu até o final de 2005, entrou com uma ação na 9ªVara do Trabalho, no Centro do Recife, alegando o não recolhimento de FGTS pelo clube e o não pagamento de férias. Com isso, ele pretende conseguir a tutela antecipada e, com a posse provisória do passe, regularizar a sua situação junto ao novo clube. É provável que a decisão da juíza Carla Janaína saia ainda hoje, mas isso não quer dizer que ela seja favorável ao atacante.
Caso ela negue o pedido do atleta, o clube luso só poderá levá-lo se pagar a multa rescisória prevista nocontrato para equipes do exterior: US$ 2 milhões. A multa para clubes brasileiros é menor: cerca de R$ 2 milhões. Ainda sobre o caso, a primeira audiência entre as partes está marcada para o dia 29 de setembro.
Para esclarecer as medidas que estão sendo tomadas pelo clube sobre o assunto, o presidente do Náutico, Ricardo Valois, deu uma coletiva, ontem à tarde, à Imprensa. "Na realidade, o jogador entrou na Justiça do Trabalho pedindo a rescisão indireta do contrato. Jorge Henrique alegou que o clube não estava pagando o FGTS e que a gente também estava devendo as férias. Mas tudo está quitado e temos como comprovar. Acho que essa briga vai durar um ano", disse o dirigente, que também aguarda a decisão da juíza. "Se ela der a liminar liberando ele para ir para outro clube, o Náutico vai entrar com um mandado de segurança. Vamos fazer tudo para não perder os direitos federativos do atleta".
Segundo ele, até uma comissão de advogados alvirrubros composta pelo ex-presidente Sérgio Aquino, Ivan Rocha e Berilo já está em ação para evitar que o clube seja prejudicado. "Acho que Jorge Henrique não foi correto com o Náutico. Ele receberia o mesmo dinheiro que vai ganhar se fosse negociado pelo clube. Porém, parece que o atleta prefere dar o dinheiro que o Náutico ganharia de presente a um empresário", salientou Valois.
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