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Família Bernardinho
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Após bater a Polônia, Seleção vai enfrentar amanhã os Estados Unidos na semifinal |
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ATENAS - Depois da Família Scolari, a vez da Família Bernardinho. Ontem dia 25 de agosto, aniversário de 45 anos do seu patriarca, a seleção brasileira de vôlei deu a ele o melhor presente: a vitória por 3 a 0 (25/22, 27/25 e 25/18) sobre a Polônia, em 1h23m, no Ginásio Paz e Amizade, em Atenas. Com o resultado, o Brasil passou às semifinais do torneio olímpico de vôlei. Amanhã, às 21h30m de Atenas (15h30m de Brasília), os brasileiros voltarão a enfrentar os americanos, que derrotaram o Brasil por 3 a 1 no último jogo da fase classificatória, numa partida em que ambos, já classificados, entraram com equipes bastante modificadas. Ontem, os Estados Unidos se classificaram com um emocionante triunfo sobre a Grécia por 3 a 2 (25/20, 22/25, 25/27, 25/23 e 17/15), depois de terem estado atrás em 12/21 no quarto set. Na outra semifinal, às 19h30m, vão se enfrentar Itália x Rússia.
"Esta vitória era o presente que eu queria. Não quis festa, porque aos 45 anos um infarto é fulminante", disse Bernardinho, que não fez qualquer comemoração pela data, mas falou na vila olímpica com a mulher, Fernanda, da seleção feminina de vôlei e por telefone com o pai e com a filha.
Maior pontuador do Brasil ontem, com 15 acertos (o melhor da partida foi o polonês Gruszka, com 18), o atacante Giba disse que está vivendo uma de suas melhores fases na carreira. "É difícil dizer que não (que esta não é sua melhor fase). Minha filha (Nicoll) nasceu... Eu estou morrendo de vontade de vê-la. É um momento muito especial da minha carreira. É uma família aqui dentro. Arrepia só de pensar, e ainda temos mais dois jogos. É uma fase boa, como a de todos os jogadores aqui. Considero uma fase especial da minha vida. Se é a melhor, é difícil dizer", comentou.
Giba ressaltou a importância de Nalbert, que o substituiu no segundo set e a quem recebeu na quadra com um abraço. Segundo ele, nesse espírito de família, o ponta tem sempre dado força ao grupo, mesmo estando no banco. Giba ressaltou, dentro e fora de quadra, o entrosamento com o levantadorRicardinho: "O meu entrosamento com ele é de quase 11, 12 anos que jogamos juntos. Conversamos sobre tudo, damos bronca um no outro, mas sempre para ganhar. O Bernardinho até arrepia quando vê a gente junto. Não se vê um sem o outro, e isso a gente leva para dentro da quadra. Conta muito a gente olhar um jogador no olho do outro. Os abraços que todos trocamos (antes das partidas) transmitem o carinho um ao outro".
Para Giba, agora, a seleção tem de entrar 100% concentrada contra os americanos: "A nossa primeira final é o jogo com os estados Unidos".
Segundo Bernardinho, já na madrugada de hoje (no horário da Grécia), ele iria assistir com a comissão técnica, a duas ou três fitas dos jogos da equipe americana. "Contra nós (na partida da fase de classificação), os Estados Unidos não começaram com Ball, Stanley e Barnett. Naquele jogo, já estávamos focados na Polônia. Eles viraram um jogo difícil hoje (ontem) (contra a Grécia) e virão com aquele personalidade que beira à arrogância. Mas cada um que pense em seu time", declarou ele, se queixando do fato de o técnico americano Doug Beal o haver criticado por ter escalado uma equipe modificada na partida anterior.
"Foram eles que deixaram de escalar três jogadores de início", prosseguiu Bernardinho, irritado.
Ontem, no começo da partida, os poloneses chegaram aos 10/6. Os brasileiros reagiram e conseguiram virar para 25/22. No segundo período, um set ponto a ponto, a Polônia chegou a estar com 23/21 a favor. Novamente, o Brasil cresceu e fechou em 27/25. No terceiro, a Polônia não resistiu, e os brasileiros se impuseram por 25/18.
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