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Mulher-Gato:
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Azar no filme, azar no game |
Ary Santa Cruz Especial para o DIARIO |
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Se você é fã de GTA, Simpsons: Hit and Run e Spider Man, definitivamente, Catwoman não é um game feito para você. Um grande problema de games licenciados em filmes é o fato de que eles precisam sair em uma data que seja o mais perto possível da estréia do longa nos cinemas, fazendo com que o grupo que trabalha no jogo o termine o mais rápido possível. Nessa velocidade, muitas vezes o jogo sai com vários bugs (erros) sérios. Felizmente, esse não é o grande problema de Catwoman. Ainda há piores.
Como no filme, você é Patience Philips (isso lá é nome de gente?), uma tímida designer de produtos de beleza que, após descobrir que um novo produto na empresa onde trabalha contém elementos químicos perigosos, acaba sendo assassinada. É quando o corpo inerte da garota aparece boiando no esgoto que o misterioso gato egípcio MidNight a ressuscita, dando os sentidos ampliados de um felino à jovem Patience. Nasce, então, a Mulher-Gato.
Ok, vamos tentar ignorar a origem fraca e brega da heroína no filme e tentar nos concentrar no jogo. Catwoman é um game fraco. Apesar de serem dois CDs e mais de 20 estágios a serem concluídos, as missões são tão chatas e repetitivas e os inimigos tão burros que, antes de chegar no quinto estágio, o jogo já está massante. Inicialmente, esse game parece muito com Spider Man 2 mas, nos primeiros minutos, essa impressão logo passa.
Usando o chicote, que é a marca registrada da personagem, você ataca os inimigos, escala em certos momentos - pode usar para escalar prédios e também para puxar objetos que pode usar como arma. Mas vale lembrar que nem todos os objetos podem ser usados.
Se o jogador apertar a tecla shift enquanto luta, Catwoman mudará para o modo felino, onde fica na posição de um gato, aumentando ainda mais os seus ataques e a possibilitando escalar paredes. E, quando você progredir no game, poderá trocar pontos conseguidos nas lutas por jóias encontradas para destravar bônus - como novas técnicas, material do filme etc.
Isso tudo seria muito bom se não fosse um porém: os controles de jogo são muito ruins. Só para se ter uma idéia, em vez do controle padrão de um game de ação para interagir com a personagem, que seria o direcional do teclado, você usa os botões W, S, A e D para cima, baixo, esquerda e direita, respectivamente. Esse problema, no entanto, pode ser contornado apertando o botão Esc para abrir o menu de opções, onde há a possibilidade de personalizar os controles.
Você também pode acessar a tela de objetivos por aqui também, caso tenha esquecido deles (no início de cada missão, a tela de objetivos aparece) ou se não prestou muita atenção. Se bem que isso não fará muita diferença, uma vez que o caminho do game é totalmente pré-determinado, ou seja, não há atalhos nem desvios, apenas um único caminho a ser seguido toda vez que se recomeça o game. Isso faz com que o fator replay do jogo seja bem reduzido.
Resumindo: Catwoman é um game decepcionante. Você percebe que a Electronic Arts se esforçou para fazer dessa uma experiência divertida, mas pecou em muitos pontos, como por exemplo na jogabilidade, nos inimigos, nas missões, na dificuldade de se adaptar ao game. Enfim, problemas sérios que levariam um gamer mais cabeça quente a atirar o jogo pela janela ou a prendê-lo na engrenagem da bicicleta.
Agora, se você é fã da personagem, até que poderá se divertir por algumas horas, nada mais. Mas, se você assistiu ao filme e espera ver algo melhor no game - ou está apenas procurando por um bom desafio -, é melhor você passar bem longe desse título.
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