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Atualizado em 15|08|2004 
Revista da TV | Como eles vão se chamar?
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Revista da TV
Como eles vão se chamar?
Autores comentam os motivos que os levaram a batizar os personagens nos seus folhetins
Escolher o nome de um filho não é tarefa das mais fáceis para muitos casais, imagine o dilema dos autores de novelas ao ter que batizar dezenas de personagens? Nesta hora, a inspiração pode vir de várias formas. Alguns buscam na memória nomes ouvidos na infância, em filmes, em livros. Outros, nomes de parentes, de amigos. No caso de Aguinaldo Silva, autor de Senhora do Destino, a escolha segue o perfil do personagem.

"Um político demagogo da Baixada tinha que se chamar Reginaldo (Eduardo Moscovis), assim como sua mulher ambiciosa só podia se chamar Viviane (Letícia Spiller)", afirma ele. Que toda heroína de uma história de Manoel Carlos tem que se chamar Helena, isso não é novidade. É o seu nome preferido, ele já explicou várias vezes. Os outros, ele diz que podem sair até de um catálogo telefônico. "Não tenho nomes preferidos, além de Helena, mas não gosto dos nomes esdrúxulos, criados propositadamente para chamar a atenção".

Antônio Calmon, que está escrevendo Começar de Novo, evita nomes de pessoas que conhece para "não usar da ficção deliberadamente para fazer autobiografia". Mas adianta uma curiosidade sobre o batizado de Marília Pêra e Luís Gustavo na próxima trama das 19h: "Ela vai se chamar Janis, em homenagem a Janis Joplin, e ele, Elvis, como Elvis Presley".

Walcyr Carrasco busca idéias nos clássicos. No momento, está lendo Balzac. Mas em Chocolate com Pimenta, ele conta que veio de Hollywood a inspiração para nomear a personagem de Elizabeth Savala: "Jezebel é de um filme com a Bette Davis, uma personagem forte".

Alguns tornam-se familiares e permaneceram na lembrança do público. É o caso de Odete Roitman, Yolanda Pratini, Júlia Matos, Felipe Barreto. Gilberto Braga lembra que, em Vale Tudo, Glória Pires não queria se chamar Maria de Fátima, por recomendação de um numerólogo. "Eu achava uma obra-prima de nome, invenção do Aguinaldo (Silva). Cantei e ela topou, felizmente".

Ricardo Linhares há anos atualiza uma lista com nomes poucos comuns que lê nos jornais e ouve nas ruas. Já Ana Maria Moretzsohn sofreu para batizar Sandy em Estrela-Guia. A saída foi chamá-la Cristal...


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