RIBEIRÃO PRETO (SP) - O médico ginecologista Vânderson Bullamah, acusado pela morte da estudante Helen Buratti, teve o seu registro cassado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A estudante morreu após uma cirurgia de lipoescultura. Segundo o advogado Raul Canal, que defende Bullamah nesse caso, a decisão ocorreu em 13 de fevereiro, mas só foi publicada esta semana no Diário Oficial da União. "No âmbito do CFM não cabe mais recurso, pois a decisão foi unânime, mas estou estudando um recurso à Justiça Federal de 1ªInstância", disse Canal. O recurso pode ser movido em até 30 dias e poderá ser encaminha à Justiça Federal de 1ªInstância de São Paulo ou de Brasília.
Além da morte de Helen Buratti, Bullamah ainda é acusado pelas mortes de outras duas mulheres, ocorridas também após lipoaspirações, em 1996. Bullamah já não exerce a profissão. Em 5 de julho de 2002, Helen Buratti, então com 18 anos, morreu após uma cirurgia de lipoescultura realizada na clínica de Bullamah. Um dia depois, o Conselho Regional de Medicina (CRM) já havia suspendido o diploma do ginecologista por tempo indeterminado.
Em 2001, durante 30 dias, ele já tinha sido suspenso, pelo Conselho Federal de Medicina. O delegados tinham votado pela cassação na época, mas Bullamah era considerado réu primário. Outras duas mulheres morreram, em fevereiro e setembro de 1996, após lipoaspirações realizadas por Bullamah. Canal acompanha o caso no CFM, enquanto o advogado Heráclito Mossin defende Bullamah no processo-crime, em Ribeirão Preto. Mossin desconhece o caso no CFM e não quis comentá-lo.
|