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Olhos abertos em outro horário
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Longo período de vôo e mudança de fuso provocam o desconfortável jet lag. Se você vai para Atenas, por exemplo, e se é sua primeira viagem, saiba alguns truques para amenizar o problema |
Alfredo Durães Especial para o DIARIO |
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Já passou da meia-noite e o sono não vem. Ou são 17h e sua fome é grande, como se estivesse na mesa para o almoço. Além disso, sente fadiga e dor de cabeça. Quase todo turista está sujeito a tais contratempos, depois de submetido a longas viagens e a mudança no horário. É o caso de quem vai para Atenas, na Grécia, assistir a mais uma edição dos Jogos Olímpicos.
A cidade grega espera receber milhares de visitantes entre turistas, jornalistas, esportistas e suas equipes de apoio até o próximo dia 29. Muitos brasileiros irão à Grécia neste período e a viagem, contando o tempo de conexão, é de quase 18 horas. Além disso, os viajantes enfrentarão o fuso horário de seis horas existente entre os países. Uma das conseqüências é o fenômeno conhecido como jet lag, que ocorre por falta de sincronia entre o "relógio biológico" e os indicadores externos de tempo.
A manifestação mais comum do jet lag é o distúrbio do sono, com efeitos sobre o organismo, entre os quais fadiga, insônia, dor de cabeça e dificuldade de concentração. A mudança de temperatura e pressão também causam sensação de desconforto.
"Quanto maior for a diferença de fuso horário, pior é adaptação. Mas os sintomas são maiores nas viagens daqueles que se deslocam do Oeste para o Leste, que é o caso da viagem para Atenas", diz a consultora Lucca Farias, da Traveland Viagens e Turismo. "Os vôos para a Grécia geralmente decolam de São Paulo à noite, fazem conexão na Europa e chegam a Atenas depois das 20h. O fuso horário entre o Brasil e a Grécia é de sete horas. O organismo não tem tempo suficiente para se adaptar", explica. Com um agravante: "No caso de viagens do Oeste para o Leste, a pessoa avança no tempo, o que é mais danoso ao organismo".
Não existe tratamento para o jet lag, apenas dicas para se atenuar o problema que aflige tantos viajantes ao redor do mundo. Uma delas é iniciar a adaptação antes mesmo da grande jornada, o que pode ajudar no processo. "O turista pode passar a fazer as refeições no horário da Grécia. Mas ele também deve tentar manter uma rotina normal a bordo do avião. À noite, descansar e dormir. Nada de farras. Se puder, andar de vez em quando, para esticar as pernas e acelerar a circulação sangüínea. Comer alimentos leves e evitar bebidas alcoólicas. As companhias aéreas informam, em suas revistas de bordo, uma série de exercícios que podem auxiliar a circulação sangüínea e contribuir para o bem-estar dos passageiros", diz Lucca Farias.
Quanto ao sono, existem duas formas para driblar as perturbações causadas pelo temido jet lag. "Ou a pessoa dorme por algumas horas logo após a chegada a Atenas, o que será interpretado pelo organismo como uma sesta, ou ela leva o organismo à exaustão, deixando para dormir muito tarde na primeira noite para forçar à adaptação ao fuso horário", afirma a consultora da Traveland. Ela diz também que, no caso de Atenas, geralmente os organismos se adaptam ao horário em dois ou três dias, no máximo. "Já no casos de fuso maiores, como Japão e Austrália, que dão 12 horas de diferença, é necessário quase uma semana para a adaptação", esclarece a consultora.
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