Enquanto no rádio os candidatos proporcionais e as coligações se mostraram agressivos, na TV eles preferiram apostar numa imagem propositiva, poupando os adversários. O melhor exemplo são as intervenções do decano Liberato Costa Júnior (PMDB), que para a televisão falou sobre a sua vocação à municipalidade, para no rádio classificar o prefeito-candidato João Paulo como "o pior dos últimos 50 anos". O petista, aliás, voltou a ser a grande vidraça no espaço reservado à propaganda política no rádio, conseguindo escapar dos ataques no vídeo.
"A equipe é despreparada e ele também", disse Liberato a respeito de João Paulo. O guia de rádio da União pela Mudança criou um programa intitulado "A Cidade Abandonada", para criticar a gestão petista. Durante o tempo do PSDB foi ao ar uma vinheta em que os atores acusam o prefeito de "ter dado as costas para a cidade".
No tempo que tiveram os petistas apresentaram os candidatos da legenda que já ocupam cargos legislativos na Câmara. Eles falaram sobre a importância dos vereadores como a base de sustentação do governo.
O PTB reforçou o discurso trabalhista, com todos os proporcionais pedindo votos para Joaquim. O programa do PSC, que tem como candidato à prefeitura o Irmão Araújo, afirmou que o atual prefeito promete muito e não faz nada. "Ninguém agüenta mais a fedentina do centro", disparou o narrador.
Na TV o clima foi mais tranqüilo, com os proporcionais das principais coligações citando sempre os majoritários. Ao contrário do guia dos candidatos a prefeito, o programa exibido no começo da tarde foi repetido à noite. A fórmula da estréia. Entre as propostas esdrúxulas o grande destaque ficou para Gilberto Carlos, do Prona, que prometeu apresentar um projeto para transformar o bairro de Casa Amarela numa cidade.
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