RIO - O promotor do Ministério Público Militar, Aílton José da Silva, disse hoje que uma recontagem feita no parque de material bélico da Aeronáutica, na Ilha do Governador (zona Norte do Rio), comprovou que parte das 161 granadas que foram encontradas em abril na favela do Rebu (Senador Camará, zona Oeste) foram mesmo desviadas da Força Armada. A corporação nega que as granadas tenham sido roubadas de alguma de suas unidades.
Segundo ele, a inspeção feita em caixas de granadas armazenadas no quartel deu falta de, pelo menos, duas caixas, que são do mesmo lote das encontradas no Rebu. O promotor informou que a recontagem continuará. Silva afirmou não ter dúvidas de que o furto do material tenha sido praticado por militares. Ele informou que as investigações ainda estão em curso, mas não apontou suspeitos. Disse não saber ainda o dia em que as granadas foram retiradas do local.
Em nota oficial, o Comando da Aeronáutica informou ter realizado uma recontagem de todas as granadas pertencentes ao seu acervo,no dia 23 de abril. Na ocasião, diz a nota, não foi encontrada qualquer discrepância nos estoques, ou seja, não houve desaparecimento, furto ou roubo de granadas.
As 161 granadas foram encontradas em um arsenal no Rebu onde haviam também oito minas terrestres. O Ministério Público Militar está apurando a origem das minas, que permanece um mistério. A Polícia Civil investiga se elas teriam sido desviadas de alguma unidade do Exército. O material pertencia à quadrilha do traficante Róbson André da Silva, o Robinho Pinga, líder da facção criminosa TCP (Terceiro Comando Puro) e um dos criminosos mais procurados pela polícia fluminense.
|