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Edição de Quarta-Feira, 4 de Agosto de 2004 
Informática | Pernambucano bota a cara no Orkut
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Informática
Pernambucano bota a cara no Orkut
Encontros semanais e uma festa, no dia 14, já estão programados para unir a galera adepta desta rede social
Fred Figueirôa
Da equipe do DIARIO
Há quatro meses, me deparei com a seguinte mensagem na caixa de e-mails: Orkut - Invitation to join from Filli. Entrei para ver do que se tratava e me deparei com um enorme cadastro em inglês. Tive preguiça de responder e deixei aquilo pra lá, mesmo com toda a propaganda que o meu primo - que havia me enviado o convite on-line - havia feito sobre o tal Orkut. Não passou muito tempo e fui descobrindo várias pessoas que haviam recebido e aceito um convite como aquele. E mais: estavam viciadas nesse site de redes sociais.

  Ouvi comentários sobre comunidades, listas de amigos e outras coisas que, admito, não me despertavam muito interesse. Até que no início do mês passado, outro convite para ingressar no Orkut chegou. Era de um amigo de infância, que também já fazia parte desse universo. Fui em frente. Preenchi o cadastro e entrei na tão falada rede. Nesse meio tempo, assim como eu, milhares de brasileiros fizeram o mesmo e transformaram o País no líder em número de usuários dessa invenção norte-americana (criada em janeiro deste ano por Orkut Buyukkokten, programador do Google) que tem mais de um milhão de usuários no Mundo.

  O crescimento de site de relacionamentos no Brasil é impressionante. Há cerca de dois meses, quando o DIARIO apresentou o Orkut, ele já era considerado uma nova mania e os brasileiros representavam 18,68% da comunidade mundial. Menos de cinqüenta dias depois, o País já era responsável por 51% dos usuários do serviço. A orkutmania já começa a deixar o mundo virtual para interagir no dia-a-dia da sociedade. Amigos de muito tempo se reencontram, pessoas se apaixonam, anônimos ganham fama.

  Tudo isso está acontecendo aqui no Estado. E mesmo sendo impossível fazer um levantamento de quantos usuários de Pernambuco estão no Orkut, pode-se afirmar que são milhares e que se multiplicam a cada dia. A comunidade Recife é a maior daqui e tem mais de 1700 membros, para dar uma pequena noção da dimensão da adesão dos internautas pernambucanos. Mas como dito anteriormente, não é com números que consegue se medir a febre. Uma noção melhor talvez possa ser percebida nas noites de quarta-feira, no bar Burburinho, quando há quase dois meses os membros da comunidade Como ou não Como / Recife têm encontros.

  "Criei essa comunidade há três meses e, de uma hora pra outra, não parou de ganhar novos membros, tornando-se uma das maiores do Recife. A partir daí, os encontros reais foram um necessidade", conta o estudante de computação César Lamarca. Dos encontros da turma - inevitavelmente - já nasceram casais. "O Orkut é um grande elo de ligação entre as pessoas, que se unem através dos seus interesses", completa Lamarca, que já abriu outras comunidades, como a do bar Burburinho e a de bandas locais.

  O poder de divulgação do Orkut é algo que já não pode ser desprezado. O organizadores da trupe Trashdance (DJs não convencionais que tocam músicas inusitadas - misturando hits eternos com sucessos esquecidos de bandas esquecidas) criaram uma comunidade para divulgar a cultura trash.

  Em menos de um mês, mais de 100 pessoas se filiaram à comunidade e estimularam a organização de uma festa tendo o Orkut como tema principal. A festa será no dia 14, no Usina, e a intenção é reunir os membros das principais comunidades do Recife. "O site não é só uma coleção de figurinhas com os rostos dos amigos. É uma forma de trocar idéias", afirma o professor de teoria do Direito da UFPE, Alexandre Da Maia, que é o moderador da comunidade trashdance.

ffigueiroa@dpnet.com.br

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