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Edição de Sexta-Feira, 30 de Julho de 2004 
Vida Urbana | Infraero simula um acidente em terminal
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VIDA URBANA
Infraero simula um acidente em terminal
AEROPORTO
O sistema de segurança do novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional dos Guararapes funcionou como previsto na simulação de emergência realizada ontem. Pela primeira vez foi usado no exercício um suposto material radioativo, que estaria em um vôo procedente de Guarulhos com trinta passageiros. A simulação encerrou a 22ªedição do Curso de Voluntários de Emergência (CVE), promovido pela Infraero. A operação contou com 369 socorristas, incluindo cem voluntários da comunidade aeroporturária. Em menos de trinta minutos as vítimas do acidente foram resgatadas. Quatro teriam morrido.

  O exercício mobilizou unidades da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, um helicóptero e ambulâncias. Depois do alerta de urgência, a torre acionou a seção contra incêndio e os bombeiros partiram para o local onde a aeronave estava queimando. Foram usados 1,2 mil litros de óleo para produzir as chamas. Também participaram da simulação três integrantes da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Na simulação, não houve vazamento do material radioativo. "Talvez, no próximo ano, a gente simule o vazamento e os procedimentos de segurança que devem ser adotados", explicou o coordenador da Comissão de Energia Nuclear no Recife, Cláudio Menezes.

TEMPO - No salvamento das vítimas, as equipes do Curso de Voluntários de Emergência, foram distribuídas em grupos de acordo com a gravidade dos feridos. Clênia Vital, 20 anos, que trabalha no setor de embarque do Aeroporto, participou do curso pela primeira vez. "É gratificante saber que a gente pode ajudar. Espero que nunca seja necessário", afirmou.

  Todo o exercício foi cronometrado. Além do socorro no local, foi levado em conta o tempo gasto para transportar os feridos até os hospitais. A chuva quase atrapalhou o início da operação, que teve um atraso de duas horas. Três carros usados pelas equipes atolaram no terreno onde foi simulado o acidente.

Para o coordenador de Prevenção e Emergência da Infraero, João Renato, o exercício foi considerado um sucesso. "O tempo para a realização doresgate fica entre 28 e 32 minutos. Nós fizemos em 30, está dentro do previsto", avaliou.

 
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