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Edição de Sexta-Feira, 30 de Julho de 2004 
Brasil | Jovem produz supermaconha em estufa
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BRASIL
Jovem produz supermaconha em estufa
Universitário cultivava skunk, planta geneticamente modificada
SÃO PAULO - Estufas com mais de um metro de altura, estruturas em madeira e sistemas de ventilação, iluminação e controle de temperatura. A parafernália foi encontrada no apartamento do estudante de educação física Ricardo Silva Lelis Ladeira, 21 anos, que foi preso em flagrante hoje, acusado de cultivar skunk - uma maconha geneticamente modificada, muito mais potente.

  Com ele, segundo o Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos), também foi apreendida uma porção da droga pronta para a venda. De acordo com o diretor do Denarc, Ivaney de Souza, o estudante - que trabalha como faturista - estaria fornecendo a droga para danceterias da Vila Olímpia (zona Sul) e Vila Madalena (zona Oeste) há pelo menos um ano. O estudante morava sozinho em um apartamento de um quarto, na rua Jovina, no Campo Belo (zona Sul). Nas estufas, já teria quatro pés de maconha, com mais de meio metro de altura cada um.

  O universitário teria dito aos policiais que aprendeu as técnicas de cultivo e de montagem das estufas pela internet, em sites de países onde o uso da droga é liberado. É o caso, por exemplo, da Holanda, de onde teriam vindo as sementes. O estudante teria aprendido, inclusive, a adubar as plantas com misturas de calcário e farelo de ossos.

  Ainda de acordo com o delegado, a estrutura organizada pelo acusado ocupava metade de seu apartamento e incluía ventiladores e termômetros individuais para o controle da temperatura, revestimento em papel alumínio e iluminação fluorescente - que simula a presença de luz solar sem esquentar.

  O delegado afirmou ontem à reportagem que o estudante confessou o crime durante depoimento informal aos policiais. Até as 20h de ontem, no entanto, o caso ainda não havia sido formalmente registrado e o acusado não havia prestado depoimento. Três advogados do universitário estiveram ontem no Denarc, mas se recusaram a falar com a reportagem.

 
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