BRASÍLIA - A Comissão de Ética Pública do Governo decidiu ontem pedir oficialmente ao presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, informações sobre o gasto de R$ 70 mil na compra de 70 mesas do show da dupla Zezé di Camargo e Luciano. O evento foi promovido na churrascaria Porcão para angariar fundos para o PT comprar uma nova sede, que custaria R$ 15 milhões. A nova presidente da Comissão - órgão criado em 1999 e vinculado diretamente ao presidente da República -, a socióloga Maria Victória Benevides, disse que há uma questão ética a ser analisada e que, em princípio, um banco oficial não poderia patrocinar um partido político.
Entre as medidas previstas, a Comissão pode encaminhar ao presidente Lula, ou ao superior hierárquico da autoridade, sugestão de demissão da pessoa envolvida no caso. Na primeira reunião com a nova composição o incômodo era tanto que alguns chegaram a defender que ontem mesmo se aprovasse uma medida condenando o episódio, mas preferiam esperar pelas explicações. Casseb terá 10 dias para responder ao ofício. Ontem, ele admitiu que a instituição errou ao não devolver os ingressos.
Ele informou que não participou da decisão, mas assumiu a responsabilidade do episódio como presidente da instituição. Na entrevista, Casseb negou-se a responder perguntas dos jornalistas.
Ele também informou que está entregando toda a documentação sobre o trâmite da compra dos ingressos ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União (TCU).
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