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Diplomacia e defesa devem definir pleito
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ELEIÇÃO NOS EUA |
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BOSTON - Esta será a primeira eleição presidencial em décadas a ser decidida em função das posições e atitudes dos candidatos sobre política externa e de segurança. Por isso, a disputa à Casa Branca apresenta um desafio difícil para o senador John Kerry, de Massachusetts, que aceitará hoje à noite, formalmente, o mandato do Partido Democrata para tentar impedir a reeleição do presidente George W. Bush em 2 de novembro. Embora esteja empatado com Bush na maioria das pesquisas eleitorais, Kerry está atrás do presidente na visão do eleitorado sobre quem melhor zelaria pela segurança do país. Segundo uma pesquisa desta semana da rede ABC, 55% dos americanos confiam mais em Bush, em comparação com os 37% que vêem em Kerry um líder mais apto a manter os americanos a salvo de novos ataques terroristas.
A necessidade de reverter essa percepção, indispensável para vencer a eleição, balizou não apenas as mensagens e a coreografia da convenção nacional do partido como a elaboração do musculoso programa de políticaexterna e de segurança que Kerry definiu nas últimas semanas e ocupará parte substancial do discurso que fará amanhã à noite. O adjetivo "forte" está no lema da convenção - "mais forte em casa e respeitado no mundo" - e é a palavra mais usada nos discursos na convenção para descrever a liderança que o candidato democrata exercerá na Casa Branca na política externa e de defesa do país. A política externa de Kerry nada fica a dever, em dureza, à do atual governo. Embora cerca de 90% dos 4.200 entrevistados tenham se manifestado contrários ao envolvimento dos EUA no Iraque e favoráveis a uma retirada das tropas num prazo máximo de dois anos, ele anunciou que "manterá o curso".
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