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Governo Lula é grampeado pela Kroll
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ESPIONAGEM |
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BRASÍLIA - O Governo irá adotar medidas jurídicas contra os envolvidos na denúncia de que uma empresa particular de investigação estava espionando membros do primeiro escalão federal, conforme revelou ontem reportagem da Folha de S.Paulo. O ministro Luiz Gushiken (Comunicação) afirmou considerar ilegais esses procedimentos de espionagem, e disse que eles configuram um "flagrante desrespeito constitucional". Gushiken é um dos citados como alvo da investigação em documentos obtidos pelo jornal.
Segundo ele, a PF e o Ministério da Justiça já estão acompanhando o assunto. Os dois órgãos, no entanto, não disseram se estão de posse de tais documentos. A concessionária Brasil Telecom diz que o objetivo da contratação da Kroll foi o de dar "suporte às ações judiciais em curso e por vir. O objetivo é proteger seus acionistas minoritários e recuperar danos causados pela Telecom Italia". Esses danos, segundo a BrT, chegariam a US$ 1 bilhão.
Segundo a reportagem, Gushiken teria sido envolvido na investigação por ter orientado os cinco fundos de pensão de estatais que são acionistas da Brasil Telecom - Sistel, Telos, Funcef, Petros e Previ - a romper um acordo de acionista, que permite ao banco Opportunity controlar a companhia telefônica, mesmo sendo ele um sócio minoritário. Telecom Itália estuda medidas judiciais cabíveis frente às acusações levantadas contra ela no relatório da empresa de investigação. Em nota divulgada hoje, a Kroll disse "desconhecer a procedência do material que deu origem à reportagem. Segundo a empresa, "é de se supor que que várias peças reproduzidas pelo jornal foram adulteradas.
NAHAS - O ex-investidor e atual consultor de empresas Naji Nahas disse ontem que estudará a possibilidade de entrar com uma ação na Justiça contra a Kroll e a Brasil Telecom por invasão de privacidade. Nahas também afirmou que não conhece o marido da prefeita de SP, Marta Suplicy (PT), Luis Favre, que também teria sido citado no relatório da Kroll. Nahas seria aliado da Telecom Itália na disputa com a Brasil Telecome teria uma suposta atuação conjunta com Favre para obter contrato de coleta de lixo para a Vega Engenharia Ambiental. Ontem, os advogados da Executiva Nacional do PSDB avaliavam a possibilidade de entrar com uma representação no MPF sob o argumento de que Gushiken e o presidente do BB, Cássio Casseb, atuaram na disputa privada em favor de um dos lados, o da Telecom Italia.
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