Últimas Diversão Comunidade Tecnologia Esportes Turismo Quem Somos
Diario de Pernambuco TVGuararapes Radio Caetés Rádio Clube
Edição de Sexta-Feira, 23 de Julho de 2004 
Mundo | Artistas censurados por apoiar Kerry
   DIARIO
   Índice Geral
   Expediente
   Ed. Anteriores
   Assinaturas
   História
   CADERNOS
   Política
   Brasil
   Mundo
   Economia
   Esportes
   Vida Urbana
   Viver
   SUPLEMENTOS
   Revista da TV
   Empregos
   Viver Mulher
   Viagem
   Informática
   Carro
   Imóveis
   Saúde
   Diarinho

    SERVIÇOS

   Loterias

MUNDO
Artistas censurados por apoiar Kerry
ELEIÇÃO AMERICANA
WASHINGTON - Na semana passada, a humorista Whoopi Goldberg teve seu contrato de publicidade cancelado pela empresa Slim Fast depois de ter usado o microfone durante um comício em Nova York do senador democrata John Kerry, o rival de George W. Bush na disputa pela Casa Branca, em novembro, para criticar o presidente, apelando inclusive para piadas de mau gosto. Interessada em vender suas poções milagrosas ao gordíssimo mercado americano, independente das preferências ideológicas dos consumidores, a Slim Fast decidiu que a atitude de Whoopi e, talvez, a baixaria que ela cometeu ao relacionar o nome "bush" aos pêlos pubianos numa das piadas, era incompatível com a imagem que a empresa deseja projetar e suspendeu o contrato da comediante negra.

  Como nem Whoopi cessará os ataques a Bush nem os americanos deixarão tão cedo de necessitar de produtos dietéticos, o caso não deverá ter mais conseqüências. Mas ele foi apresentado pelo comando republicano como prova de que, ao aceitar o endosso de uma artista desbocada como Whoopi Goldberg, Kerry mostrou uma vez mais que é "um liberal de Massachusetts" mais afeito aos "valores de Hollywood" do que aos "valores tradicionais" da sociedade americana. O argumento republicano fez efeito. Na quarta-feira da semana passada, um grupo de defesa dos direitos dos homossexuais, que apóia Kerry, retirou o convite à comediante Margaret Cho para um evento em Boston que ocorrerá paralelamente à convenção do Partido Democrata, na próxima semana.

  O episódio que envolveu a cantora pop Linda Ronstadt no final de semana foi mais grave e ilustrou o clima envenenado da campanha eleitoral americana. No final de um show no cassino Aladdin, ela dedicou um de seus sucessos, a música Desperado, a Michael Moore, o diretor do documentário Fahrenheit 9/11, um manifesto contra Bush que é o grande evento cultural da contenda pela Casa Branca e até ontem havia arrecadado US$ 94 milhões nas bilheterias - um recorde absoluto para o gênero. A homenagem de Linda, que chamou o cineasta de "grande patriota" e "alguém que está espalhando a verdade", ofendeu espectadores.

 
        Escolha aqui um canal do Pernambuco.com:
quem somos | contato comercial | sua opinião sobre o portal
Copyright 2003 - Pernambuco.com | todos os direitos reservados. É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo desta página sem a prévia autorização | faleconosco@pernambuco.com