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| DIARIO
DE PERNAMBUCO |
e
sua formidável história |
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Foto: Arquivo Diario |
O DIARIO DE PERNAMBUCO, o mais antigo jornal
da América Latina - foi fundado a 7 de novembro de 1825 -,procurou
sempre, inspirando-se nas lições de um rico passado histórico, atualizar-se
tecnologicamente, sendo esse constante empenho um dos trunfos de sua
longa vida. Dispõe hoje de um dos mais avançados parques gráficos
do País, cuja rotativa off-set, uma Goss Newline, imprime 70 mil exemplares
por hora, com fotos e anúncios coloridos recobrindo suas páginas.
A rotativa, uma estrutura de 400 toneladas, funciona ativada por sistema
informatizado. O DP ostenta ainda outro importante título: é a mais
velha publicação do mundo editada em língua portuguesa.
Quando surgiu, idealizado por Antonino José de Miranda Falcão, o DIARIO
era impresso em rudimentar prelo de madeira. A pequena folha, de 4
páginas, medindo 24 ½ por 19 centímetros, declarava-se, no seu primeiro
editorial, um simples "diário de anúncios". Miranda Falcão, que dirigiu
o DP por 10 anos, foi o impressor do jornal de Frei Caneca, o Typhis
Pernambucano, órgão de propaganda da Confederação do Equador, movimento
revolucionário ocorrido, em 1824, no Recife.
Em 1835, o comendador Manuel Figueiroa de Faria adquire o DIARIO.
Sob o comando de Figueiroa, o DP vive momentos de grandes transformações,
chegando, em meados do século XIX, a rivalizar, por seu conteúdo editorial
e acabamento gráfico, com os periódicos da Corte. A família Figueiroa
conduziu os destinos do jornal durante 65 anos. O conselheiro Rosa
e Silva, então vice-presidente da Republica, assume o seu controle
em 1901. Nessa fase, o jornal é envolvido por agitada disputa política,
sofrendo, inclusive, empastelamento, o que se repetiria em 1945. A
sua redação era dirigida por Arthur Orlando e entre os redatores estavam
Assis Chateaubriand e Gilberto Amado, que escrevia a coluna intitulada
Golpes de Vista. Chateaubriand, anos depois, faria do DP uma das unidades
dos Diários Associados, rede de jornais, rádios e TVs que o Velho
Capitão criou em 1924.
Depois de longas e difíceis negociações, incorpora-se, em 1931, aos
Diários Associados, concretizando-se um sonho acalentado por Assis
Chateaubriand. O DIARIO toma novo impulso: cria novas seções e amplia
os serviços noticiosos, recebendo, com exclusividade, despachos do
Chicago Daily News e da United Press. Opera ainda com a Reuter, o
International News Service e o British News Service. Colaboram no
jornal, entre outros expoentes da vida literária do País: Tristão
de Ataíde, Otavio Tarquino de Souza, José Lins do Rego, Menotti del
Picchia, Murilo Mendes e Augusto Frederico Schmidt. Durante a II Guerra,
o DP encarta semanalmente em suas edições um suplemento sobre o grande
conflito, opondo-se ao totalitarismo representado pela Alemanha, Itália
e Japão, as chamadas potências do Eixo.


Foto: Arquivo Diario |
Move então, em 1945, campanha contra a ditadura
de Getúlio Vargas, em um dos momentos culminantes de sua história.
Em 3 de março daquele ano, num fim de tarde, é assassinado, na sacada
do jornal, o estudante Demócrito de Souza Filho, pela polícia do "Estado
Novo", que tentava dissolver manifestação popular concentrada em frente
ao edifício do DIARIO. No meio da multidão, tomba o carvoeiro Manuel
Elias, também vítima dos disparos da polícia, que empastela o jornal.
O seu redator-chefe, Aníbal Fernandes, um dos grandes nomes da imprensa
brasileira, é preso, em companhia de outros jornalistas, e o DP passa
mais de 40 dias sem circular, voltando às bancas por força de mandado
de segurança concedido pelo juiz Luiz Marinho. Assis Chateaubriand,
que alimentava um profundo sentimento de admiração pelo DIARIO, dizia
que o jornal recifense era "a praça forte da liberdade".
Bate-se, nos anos seguintes, pela criação da Hidroelétrica do São
Francisco, do Banco do Nordeste e da Sudene, o tripé que alavancou
o processo regional de industrialização. Além de João Calmon, Anibal
Fernandes, Mauro Mota e Costa Porto, dirigiram o DIARIO, em anos recentes,
Nereu Bastos e Antônio Camelo. Nereu implanta o sistema de composição
eletrônica e impressão off-set, nos começos da década de 1970, o que
elimina as maquinas de linotipos e o chumbo na feitura do jornal.
Barbosa Lima Sobrinho e Raquel de Queirós tornavam-se seus colaboradores
permanentes.
Lembra o seu presidente, Joezil Barros, evocando esse notável acervo,
que o DIARIO DE PERNAMBUCO sempre esteve a serviço das grandes aspirações
coletivas, afirmando-se, no curso de sua trepidante existência, jornal
de claros posicionamentos liberais e defensor das franquias democráticas
e do Estado de Direito. "Trabalhamos pelo fortalecimento econômico
de Pernambuco e pela afirmação de sua cultura, lutando, com tenacidade,
em favor dos interesses nordestinos. Este é o nosso compromisso",
acentua o dirigente Associado. A circulação do DIARIO estende-se a
outros Estados do Nordeste e o leitor encontra ainda pontos de venda
no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. |
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| Comentários dos Leitores |
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| "Parabéns a este valoroso jornal que espelha com
bastante clareza as orientações históricas do povo pernambucano.",
Massilon Alves do Nascimento Cruz, por e-mail |
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| "Após ler o histórico do Diario,
fiquei mas encantada com a historia do jornal e seus colaboradores.",
Milene, por e-mal |
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