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Arrombamento em loja na Ceasa
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SEGURANÇA |
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O Centro de Abastecimento Alimentar de Pernambuco (Ceasa) sofreu o quarto arrombamento do ano. O segundo em menos de 30 dias aconteceu no final de semana quando ladrões arrombaram a loja Comercial Paiva Atacadista e levaram cerca de R$ 80 mil - entre cheques, dinheiro e ticktes - além de duas balanças eletrônicas, um bina e uma câmera fotográfica. A loja arrombada fica a menos de 200 metros do posto da PM, que fecha à noite enquanto uma viatura faz ronda no local. O posto da Polícia Civil também só funciona durante o dia. Na Ceasa há 14 postos de fiscalização e sete de uma empresa de segurança 24h, além de 16 câmeras espalhadas em vários pontos. Apesar disso, ninguém viu ou ouviu nada.
A associação de usuários e comerciantes da Ceasa (Assucere), que paga por mês R$ 85 mil só para a segurança, ameaça entrar na Justiça para obrigar a Ceasa a indenizar as vítimas. "A gente está pagando, mas ninguém se responsabiliza pelo prejuízo do comerciante", critica o presidente da Assucere, Flávio Almeida. A Ceasa têmduas mil lojas e cerca de 1,6 mil comerciantes numa área de 56 mil metros quadrados. O diretor técnico do órgão, Ruy Rocha, propõe a instalação de alarmes nas lojas. "Algumas já estão instalando por conta própria, mas queremos para todas".
No arrombamento da loja Paiva Atacadista, os ladrões serraram as grades de ferro que ficam no teto e a grade do escritório, que estava com três cadeados, depois arrombaram o cofre usando um pé de cabra. O dono da loja, José Paiva da Silva, 38 anos, só percebeu o roubo quando foi trabalhar ontem. Ele disse que há pouco mais de um mês a loja já havia sido arrombada. "Eles levaram seis mil reais que estavam na gaveta. Por causa disso eu mandei instalar grades em toda a loja mas não adiantou nada", lamentou. Ontem dois peritos do Instituto de Criminalística estiveram no local. Segundo o perito Fernando Luís, ainda não dá pra saber se os arrombadores são os mesmos. Há quinze dias a loja Comercial BR Sul também foi arrombada. O comerciante teve um prejuízo de cerca de R$ 200 mil.
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