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Edição de Terça-Feira, 20 de Julho de 2004 
Economia | Preço cai nos postos
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ECONOMIA
Preço cai nos postos
GASOLINA
O preço da gasolina voltou a cair nos postos de combustíveis do Grande Recife. O motorista que resolveu abastecer o carro após o final de semana encontrou a grande maioria das revendas comercializando o produto abaixo de R$ 2,10. Em alguns postos, o valor do litro caiu para até R$ 1,99. A redução aconteceu 15 dias após os revendedores passarem a cobrar, em média, R$ 2,17 pelo produto.

  No início do mês, os postos haviam reajustado os preços para seguir o valor de referência (pauta fiscal) estabelecido pela Secretaria da Fazenda para a cobrança do ICMS sobre a gasolina comercializada no Estado. Na avenida Norte, um dos principais corredores de abastecimento do Recife, os postos começaram a semana cobrando entre R$ 1,99 e R$ 2,05. No primeiro caso estavam as revendas de bandeira Federal, Esso ou branca (posto V.C).

  As bombas dos postos de bandeira Ipiranga e Texaco marcavam R$ 2,05 por litro. Ainda no Recife, a revenda Shell localizada na rua Real da Torre, no bairro da Torre, cobrava R$ 2,04. Já no postoTotal da rua Conselheiro Portela, nos Aflitos, o litro era comercializado por R$ 2,02. Em Boa viagem, os postos cobraram R$ 2,04 ou R$ 2,05 e na Iputinga, R$ 1,97.

  As revendas de Olinda e Paulista também bancaram a redução. No bairro do Janga (Paulista), os postos cobravam R$ 1,99. Em Jardim Atlântico (Olinda), o preço médio encontrado foi R$ 2,03. O gerente de vendas para o nordeste da distribuidora Ipiranga, Paulo Edilson Dutra, aposta em dois motivos para a redução dos preços no mercado varejista local. O primeiro é a forte concorrência entre os postos da região.

  "A guerra de preços é tradicional do mercado do Grande Recife", disse Dutra, lembrando que no mês de julho ocorre redução nas vendas de 30% a 35% por conta das férias escolares. "Mas tem gente acha que reduzindo muitos os preços fará as vendas aumentarem, o que não acontece nessa época", completou. O gerente não descarta, no entanto, possíveis influências externas (leia-se adulteração).

 
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