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Cai número de falências
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SERASA |
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SÃO PAULO - A quantidade de falências decretadas no Brasil caiu neste primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2003. É a primeira vez que isso ocorre nessa comparação desde pelo menos 2001 (último dado disponível da Serasa, antes desse ano não havia base de comparação).
Segundo os dados da empresa de análise de crédito, 2.360 empresas fecharam as portas neste ano até junho, ante 2.780 no ano passado, uma queda de 15,1%. Nos primeiros seis meses de 2001 e 2002, foram decretadas, respectivamente, 2.018 e 2.336 falências. Os números são enviados para a empresa pelas 12.000 varas existentes em todo o País.
Para Marcos Augusto de Abreu, economista da Serasa, os dados são reflexo da reação da atividade econômica no Brasil, assim como os recentes indicadores positivos de emprego e produção industrial. "A partir de abril começaram a surgir sinais de melhora na economia", afirmou.
Alguns setores, na visão do economista, foram beneficiados pela ampliação das exportações para mercados ainda incipientes. "O aumento da realização de novos negócios permitiu a muitas empresas administrar o orçamento de forma mais equilibrada", concluiu Abreu.
O estudo da empresa aponta que o volume de falências decretadas no mês passado caiu 5,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram 20,4 falências por dia em junho, ante 21,6 no mesmo mês do ano passado. A quantidade de falências requeridas também recuou em relação a 2003: foram 7.271 nos seis primeiros meses deste ano, 22,6% a menos do que no ano passado, quando 9.392 empresas pediram falência no País.
TÍTULOS PROTESTADOS - Segundo a Serasa, o volume total de títulos protestados (pessoa física e pessoa jurídica) também registrou queda no primeiro semestre de 2004. Foram protestados 4,2 milhões de títulos de pessoas físicas e jurídicas nos primeiros seis meses de 2004, contra 4,4 milhões no mesmo período de 2003, um recuo de 6,2%.
Segundo Abreu, os dados podem sofrer uma "ligeira melhora" no segundo semestre. "A expectativa é positiva. O segundo semestre é tradicionalmente mais aquecido, as falências devem recuar ainda mais", disse. Foram requeridas 294 concordatas neste ano, queda de 7% ante o ano passado. A quantidade de concordatas deferidas permaneceu estável ante o ano passado.
O economista Marcel Solimeo, da Associação Comercial, discorda do diagnóstico de Abreu para a redução de falências no País. "Os dados de falência e concordata acabam sendo um pouco paradoxais. Quando a economia está indo bem, as pessoas jurídicas tomam mais crédito, ficando mais sujeitas a inadimplência, e portanto, a falências."
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