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IGP-10 cai para 1,31% em julho, diz pesquisa da FGV
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Maior queda foi nos preços de produtos agrícolas e construção civil |
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RIO DE JANEIRO - O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), recuou para 1,31% em julho, ante os 1,50% de junho. O levantamento mediu o comportamento dos preços em 30 dias, até o dia 10 de julho. A menor variação no atacado, principalmente nos produtos agrícolas e na construção civil, foi a responsável pelo recuo, segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz.
Ele observou que há boas perspectivas para a inflação nos próximos meses, e não descarta que o resultado do IGP-10 de agosto possa vir a ser menor do que o de julho. Porém, em sua avaliação, os sinais positivos ainda não são suficientes para que o Conselho de Política Monetária (Copom) decida reduzir a taxa básica de juros (selic). "Não sabemos ainda qual será o impacto total do reajuste nos preços administrados, realizados nesta época do ano, na inflação do varejo", disse, apostando na manutenção da selic em 16%.
Ao falar sobre o resultado do mês, Braz informou que o Índice de Preços por Atacado - 10 (IPA-10) subiu 1,54%, ante aumento de 1,77% em junho. O IPA representa 60% do resultado total. Ele acrescentou que os preços dos produtos estão caindo no atacado, passando de 2,27% para 0,16%. A alta de preço nos itens agrícolas registrada no passado, causada por problemas climáticos, parece ter chegado ao fim, pelo menos por enquanto. "Não há como saber ainda qual será a influência da atual onda de frio sobre setor agrícola", disse.
Ainda no atacado, os produtos industriais assumem trajetória inversa aos agrícolas, e passam de 1,58% para 2,06%, devido à alta nos preços de combustíveis e lubrificantes, que passaram de 3,12% para 6,03% no período. "Isso ainda é influência dos reajustes da Petrobras, em vigor desde 15 de junho", disse ele. O índice já mostra o impacto integral desses reajustes.
O Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10) permanece em elevação e subiu 0,77% em julho, ante os 0,72% de junho. De acordo com Braz, os desempenhos dos grupos Alimentação (de 1,39% para 0,86%) e Transportes (de 0,46% para 1,86%) foram os responsáveis por 58% da alta. "Houve recuo nos preços dos alimentos, mas a taxa do grupo ainda está em patamar elevado o suficiente para influenciar o indicador de varejo", explicou.
Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC-10) - que representa 10% do total da variação do IGP-10 - passou de 1,69% para 1,10% no período, contribuindo para diminuir o resultado do índice total. No ano, a inflação medida pelo IGP-10 tem alta de 8,11%; nos últimos 12 meses, o indicador acumula elevação de 11,24%.
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