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Chineses são suspeitos de compor máfia
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PRISÃO |
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SÃO PAULO - Três suspeitos de pertencerem à máfia chinesa foram surpreendidos pela polícia no corredor do 9º andar de um prédio da Rua Aurora, no centro de São Paulo. Armados com pistolas, eles estavam em frente ao apartamento de dois comerciantes chineses, que os acusados já haviam visitado antes exigindo dinheiro para não os matar.
Os suspeitos tentaram fugir, mas acabaram presos sob as acusações de extorsão e porte ilegal de armas. "Há fortes indícios de que eles pertencem à máfia chinesa", disse o delegado José Matallo Neto, do 3º Distrito Policial. Segundo o delegado, além de ameaçar matar as vítimas, o trio vendia proteção aos comerciantes.
AMEAÇAS - Foi sob o argumento de oferecer proteção que o grupo procurou os irmãos W.S.F., de 29 anos, e W.X.L., de 32, no restaurante que as vítimas têm na Rua Florêncio de Abreu, no centro da cidade. Fizeram ameaças e exigiram o dinheiro. W.S.F. estava chegando ao apartamento em que mora com o irmão quando viu os acusados entrando em seu prédio. De imediato,ao invés de subir, ele foi à delegacia, que fica na mesma rua de seu prédio, e contou o que estava ocorrendo aos policiais.
Um investigador e um escrivão foram ao edifício, onde surpreenderam os acusados. Chen Song Bin, de 31 anos, Su Jan Ju, de 32 anos, e Li Qi Xiang, de 32 anos, foram desarmados e presos - Su já havia sido preso em 1999 por porte de arma. Vítimas e presos são da região de Kwandong, na China.
Um outro comerciante, L.W.Z., de 38 anos, foi à delegacia para reconhecer os acusados. L.W.Z. disse ter sido vítima da máfia chinesa há quatro anos. "A maioria do meu pessoal tem medo. Aqui no Brasil os bandidos vão para a cadeia e são soltos. Tem de mandar esses presos para China. Lá não tem moleza", disse L.W.Z. Os acusados estavam fortemente armados. Eles tinham uma pistola calibre 9 mm e outra de calibre 380 (semelhante ao 9 mm).
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