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Resgate da memória dos infantis
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Teatro |
Tatiana Meira Da equipe do DIARIO |
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As peças infantis de maior repercussão junto ao público e a crítica ajudaram a revelar talentos da nossa dramaturgia e, principalmente, contribuíram para instigar nos pequenos espectadores a vontade de freqüentar as salas de espetáculos. Parte relevante desta história vivenciada em Pernambuco será abordada na palestra Memória do Teatro para Crianças em Pernambuco, que acontece na próxima quinta-feira, a partir das 19h30, no Sesc Santo Amaro. A iniciativa integra a programação do 1º Festival de Teatro para Crianças de Pernambuco, idealizado pela Métron Produções.
Uma das presenças ilustres na palestra é a de Fernando de Oliveira, filho de Valdemar de Oliveira, fundador do Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP). "O TAP começou através do teatro infantil, com o grupo Gente Nossa, fundado por Samuel Campelo e do qual papai era diretor artístico. Ele montou três operetas, de 1938 a 1940: A Princesa Rosalinda, Terra Adorada e Em Marcha, Brasil", conta Fernando.
Outra pessoa que dará um depoimento emocionadoé Jurandy Ferreira Austermann, a Juju, professora aposentada e amante das artes, que falará sobre suas lembranças dos tempos do Departamento de Extensão Cultural e Artística (DECA), ligado à Secretaria Estadual de Educação. "Gravávamos teleteatro em novelinhas para a Rádio Capibaribe, que iam ao ar diariamente. Fizemos Alice no País das Maravilhas e histórias de Monteiro Lobato", recorda Juju.
Também falam na palestra os diretores teatrais Manoel Constantino, que montou peças com casa cheia, como Maria Borralheira, e José Manoel. "A função do festival é também a de resgatar essa história, de saber quem somos. Queremos levantar também a discussão sobre a responsabilidade de quem leva o teatro às escolas", adianta Edivane Bactista, da Métron Produções, citando o tema de outra mesa-redonda agendada para o dia 27. A entrada é gratuita.
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