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Palestinos pedem apoio as nações
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CONSTRUÇÃO DO MURO |
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NAÇÕES UNIDAS - Os palestinos pediram ontem a todas nações que imponham sanções contra o Estado judeu no caso de o governo israelense recusar-se a acatar um parecer da Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre o muro de segurança que vem sendo contruída na Cisjordânia. Nasser al-Kidwa, o observador palestino na Organização das Nações Unidas (ONU), informou à Assembléia Geral da entidade que os palestinos poderiam buscar um acompanhamento da aplicação do parecer emitido na semana passada pela CIJ.
A corte considera que a barreira israelense viola as leis internacionais. O parecer, entretanto, não tem força de lei.Os 191 membros da Assembléia Geral da ONU analisa atualmente o esboço de uma resolução para exigir que Israel obedeça ao parecer do CIJ e desmantele os trechos da barreira ilegalmente construídos em terras palestinas.Para Al-Kidwa, não é cedo demais para pensar em sanções e ações para encerrar as atividades israelenses de assentamento em terras palestinas devido à resposta negativa de Israel ao parecer.
Depois da divulgação da opinião do CIJ, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, ordenou o prosseguimento da construção da barreira, constituída por um emaranhado de muros, cercas, trincheiras e aparelhos de vigilância eletrônica. Al-Kidwa disse que os palestinos optaram por seguir devagar por esperar que uma "dinâmica positiva" obrigue Israel a obedecer ao parecer, segundo o qual os trechos ilegais do muro (construídos em terras palestinos) devem ser desmantelados e os moradores da região, indenizados.
A votação da proposta de resolução poderia ser votada ainda ontem pela Assembléia Geral da ONU. Entretanto, o tema ainda está sendo negociado com a União Européia e Al-Kidwa sugeriu que a votação do tema ocorreria na segunda-feira.Em Israel, Shavit Mattias, conselheiro do Ministério da Justiça israelense para leis e tratados internacionais, opinou ontem que o Estado judeu não pode ignorar a decisão da corte, contradizendo a posição oficial de desafiar o parecer. Ele alertou que o país poderia vir a enfrentar repercussões econômicas se continuar se recusando a obedecer ao parecer do CIJ.
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